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Psicologia
Deficientes na escola
Os dados do Censo do Brasil, realizado em 2000, mas, analisados e só divulgados em 28 de junho de 2003 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que apenas 5,5% das crianças, de 7 a 14 anos, estavam fora da escola, no Brasil.
O IBGE fez a pesquisa com a definição muito ampla de deficiência, como é realizado nas análises dos países desenvolvidos. Uma pessoa com alguma dificuldade para enxergar, mesmo com o uso de óculos, é considerada portadora de deficiência visual. Os portadores de deficiência grave são aqueles que disseram ser totalmente incapazes ou ter grande dificuldade para enxergar, ouvir, falar, entender ou caminhar. O índice entre as crianças, nessa faixa etária, portadoras de deficiência leve, também chamadas de limítrofes, tanto sob o aspecto físico como mental é de 11,4%. Entre as portadoras de deficiência grave, a taxa dos fora da escola na idade de 7 a 14 anos é de 25,1%.
Essa foi a primeira vez que o IBGE pesquisou, de forma mais aprofundada, o perfil dos portadores de deficiência. Por isso, não é possível comparar com a taxa de escolarização de outros anos.
Entre as crianças de 7 a 14 anos, considerando os portadores de deficiência visual grave apenas 6,7% não estudam. Entre os portadores de deficiência física permanente, 39% estão fora da escola e entre aqueles com deficiência mental permanente, 33,5% estão fora da escola e também 29,7% das crianças dessa idade que têm dificuldades de subir escadas.
I. C. McManus e colaboradores, psicólogos, da University College London acompanharam, durante 20 anos, 511 alunos de medicina que se formaram em 1982, quando tiveram o índice de inteligência e habilidade medidos por testes (AH5 intelligence test), General health questionnaire, Maslach burnout inventory, and questionnaire on satisfaction with career Resultou que 47 (9%) deixaram a profissão e tinham o índice de inteligência menor do que aqueles que permaneceram na profissão (P < 0.001). Através desse índice de inteligência também foi possível prever o sucesso na carreira. Mas, a pesquisa e a publicação de artigos e livros estiveram mais associadas aos testes ligados a personalidade dos alunos.
Fonte: BMJ. 2003 Jul 19;327(7407):139-42.

 

 

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