Você está aqui: Home › Colunas › Osteoporose
Osteoporose
Novo tratamento para osteoporose
A densidade óssea equilibrada, portanto sem osteoporose, tanto para mulheres como para homens requer um balanceamento entre dois processos naturais, que ocorrem a vida inteira em todos os seres vivos (mamíferos), que é a reabsorção de osso velho e a formação de osso novo. Quando este equilíbrio pende para o lado da reabsorção, os ossos se tornam menos densos e suscetíveis a fraturas (começa inicialmente a surgir a osteopenia e depois a osteoporose). Quando esse equilíbrio tende para o lado da formação de osso podem surgir inúmeras doenças raras, que aumentam a densidade óssea, como a doença de Paget e osteopetrose. Apesar dessa condição de reabsorção óssea ser mais freqüente em mulheres na pós-menopausa, ela também ocorre entre os homens, com mais freqüência depois dos 65 anos de idade. O alendronato, do grupo dos medicamentos chamado de bisfosfonatos, foi aprovado pelo FDA americano para tratar a osteoporose, em mulheres como em homens, agindo na redução do processo da absorção óssea. Em Dezembro de 2002, foi aprovado pelo FDA um medicamento em forma de injeções de parotohormônio (hormônio da paratireóide- glândula que fica próxima a tireóide e que é de fundamental importância na regulação do metabolismo do cálcio) que age aumentando a formação óssea.
Joel Finkelstein e colaboradores, endocrinologistas, do Massachusetts General Hospital de Boston, realizaram um trabalho com 83 homens, com idade de 46 a 85 anos, com osteoporose, combinando essas duas medicações que trabalham de maneira complementar para elevar a densidade óssea. Formaram três grupos de tratamento: Grupo A com 28 homens que tomaram alendronato (10 mg por dia), Grupo B com 27 homens que receberam em forma de injeções subcutâneas o paratohormônio (40 microg. por dia), e o Grupo C, com 28 homens, que receberam os dois medicamentos. O grupos A e C receberam alendronato durante 30 meses; os grupos B e C começaram a receber as injeções de paratireóide, a partir do sexto mês. A densitometria óssea da coluna, fêmur, radio e de todo o corpo foi medida a cada 6 meses. Além disso, foi feita uma medida da densidade óssea da coluna vertebral no início, e depois de 30 meses, pelo método da Tomografia Computadorizada Quantificada que é mais sensível, mas dá maior carga de irradiação. O nível de fosfatase alcalina no sangue foi medido a cada 6 meses. Os resultados mostraram que o Grupo B teve um aumento de massa óssea, na coluna significativamente maior do que os outros dois grupos (P<0,001 para ambas as comparações). A densidade mineral óssea do colo do fêmur aumentou significativamente mais no Grupo B, do que no Grupo A (P<0,001), ou no Grupo C (P=0,01). A densidade mineral óssea da coluna do Grupo C aumentou significativamente mais que o Grupo A (P<0,001). Aos 12 meses, as alterações nos níveis de fosfatase alcalina estavam significativamente maiores no Grupo B, do que nos Grupo A e C (P<0,001 para ambas as comparações). Não foram observadas diferenças significativas entre os três grupos na avaliação da densidade óssea do corpo inteiro. Os autores concluem que o alendronato impediu a ação do paratohormônio de aumentar a massa óssea. Os pesquisadores acreditam que a efetividade reduzida da terapia combinada se deve ao fato de que a supressão da reabsorção óssea, promovida pelo alendronato, interfere com o mecanismo de formação óssea. A reabsorção óssea liberaria fatores que estimulariam a formação de osso novo, sendo necessários, também, à obtenção do máximo efeito do paratohormônio.
Fonte: N Engl J Med. 2003 Sep 25;349(13):1216-26

 

 

Veja mais em "Osteoporose" [veja todos]

:: Apoio



:: Facebook

facebook

Desenvolvimento : Dexter's