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Psicologia
Traumatismo Crânio-Encefálico
Na maioria dos acidentes com automóveis a grande preocupação é com a batida na cabeça que se chama traumatismo do crânio (os ossos) e encefálico (o que aconteceu com o cérebro). Essa é uma das principais causas de morte no adulto jovem, sendo que somente nos Estados Unidos, aproximadamente 500 mil pessoas sofrem este tipo de traumatismo por ano, o que corresponde no Brasil, a 250 mil pessoas em proporção das populações. Cerca de 10% desses doentes morrem antes de chegar ao hospital. Dos traumatismos crânio-encefálicos que recebem cuidados médicos, 80% podem ser classificados como leves, 10% como moderados e 10% como graves. Nos Estados Unidos a cada ano, mais de cem mil doentes vítimas desse tipo de trauma sofrem graus variados de invalidez, correspondendo a 60.000 brasileiros.
Os primeiros minutos após o acidente são fundamentais para impedir o óbito. São importantes a assistência respiratória, controle imediato de hemorragias e posicionamento da cabeça do paciente no transporte, pois na maioria das vezes esta em coma, sem controle de seus movimentos.
O grau de gravidade avaliado pela escala de coma Glasgow, que
avalia o estado de consciência do acidentado em pontos de acordo com a resposta a estímulos dolorosos, com a abertura dos olhos, com a resposta verbal, e com a resposta motora, mexendo o braço ou a perna. O número máximo da escala de Glasgow é quinze e significa que o paciente está consciente, e a menor pontuação é três, e significa que o paciente está em coma.
Os pacientes selecionados foram classificados como portadores de
trauma leve (Glasgow 13-15), trauma moderado (Glasgow 9-12) e trauma grave (Glasgow 3-8).

I. Dimoplou e colaboradores do Departamento Medicina de Urgência da Universidade de Atenas, Grécia estudaram a função tiroidina de 21 homens com traumatismo crânio-encefálico com idade média de 25,5 anos na ocasião do acidente.
O acidente foi medido pelo Glasgow Coma Scale (GCS) score, e variou de 3 a 8. Os autores mediram a função da tiróide na época do acidente, e um ano após a dosagem média da triiodotironina foi de 123 ng/dl, e a tirotropina foi de 1,60 microIU/ml. Free A tiroxina livre foi em média 1,08+/-0,22 ng/dl (variando de 0,7-1,5 ng/dl).
Em geral 7 dos 22 pacientes (32%) tinham uma disfunção tiroidiana, 4 com hipotiroidismo central e 3 com hipotiroismo sub clínico. Os autores concluem que os traumatismo crânio-encefálicos graves deixam além de seqüelas neurológicas, e também outras de disfunções tiroidianas.



Fonte: Intensive Care Med. 2003 Oct 31

 

 

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