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Coluna Vertebral
Peito encavado e exercícios
O tórax pode ter duas deformidades ósseas, na altura do osso externo; o chamado peito encavado (na literatura médica internacional é chamado em latim de pectus excavatum), e o tórax em forma de quilha chamado em português de peito de pombaou peito carinado. Essas duas deformidades tem merecido pequena atenção pelo fato de quase não causar sintomas clínicos, trazendo mais problemas estéticos. Em relação ao peito encavado, sabe-se que afeta 1 em cada 300 meninos, sendo raro em meninas, ou são encobertos pelos seios. Os eventuais sintomas clínicos podem ser fatiga, e mais raramente, dispnéia e problemas cardíacos que podem melhorar com a idade e com exercícios aeróbicos. A grande dúvida é se as crianças portadoras desse problema tem realmente dificuldade de fazer exercícios, porque existem impedimento fisiológicos? M.H. Malek e colaboradores, fisiologistas do exercício da Universidade da
Califórnia em Los Angeles estudaram o problema em 21 pacientes, com peito encavado, com idade variando de13 a 50 (idade média de 23,6 +/-
8,9 anos); com índice de gravidade variando de 3,7 a 8,0; (índice médio, 5,1 +/- 1,2). Sendo que 18 pacientes (85%) faziam atividade aeróbica, variando de 30 minutos a 2 horas por dia (duração média, 1,0 +/- 0,61 h por dia), durante 3 +/-1,5 dias por semana. Os pacientes realizaram testes de função pulmonar na etapa basal e sob as condições submáxima e máxima de atividade com exercícios. No teste de exercício, a captação de oxigênio máxima (O(2)max), e o pulso de oxigênio foi significativamente mais baixo que os valores de referência (t(20) = 6.17 [p < 0,0001] e t(20) = 4,52 [p < 0,0001], respectivamente). Os pacientes apresentaram uma limitação cardiovascular, mas não uma limitação ventilatória. Apesar do alto novel de atividade esportivo que um grupo de pacientes tinha, de um modo geral o limiar metabólico por acúmulo de lactato foi anormalmente baixo 41%, do valor de referência para o O(2)max) especialmente naqueles que tinham um índice de gravidade da deformidade
(pectus severity index (PSI) de > 4,0 dando um resultado médio de 39% do O(2)max), que já é compatível com uma deficiência cardiovascular mais do que falta de condicionamento físico. Os pacientes com PSI de > 4,0 também tem sua capacidade aeróbica diminuída em 8 vezes, quando comparado a pacientes com baixo índice de PSI a despeito do seu nível de participação de exercícios. Nos testes submáximos foi encontrado que houve um tempo constante para a captação cinética do O(2) que foi 37,4s a 41,6s. Os valores do FVC, FEV(1), ventilação voluntária máxima e capacidade de difusão do monóxido de carbono no pulmão foi significativamente menor que os valores de referência, mas a capacidade total do pulmão e o volume residual não foram significativamente menores do que os valores de referência. Os autores concluem que os pacientes com pectus excavatum, tem um verdadeira incapacitação fisiológica, e reduzida da capacidade de praticar exercícios devido a um problema cardiovascular mais do que ventilatório. Também concluem que a intensidade de exercícios não melhora essa situação.
Fonte: Chest. 2003 Sep;124(3):870-82.

 

 

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