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Educação Física
Músculos das Costas nas Crianças
As crianças que gostam de fazer exercícios provavelmente, manterão, quando adultos, esse hábito salutar. Essa afirmativa não foi demonstrada mas, a realização de exercícios é um fato importante por si só, principalmente, para os jovens, pois, a ginástica aumenta a densidade mineral óssea e a capacidade de oxigenação máxima, e diminui a gordura (esses dados são comprovados). Não há parâmetros definidos na prática de exercícios para as crianças, mas pode-se admitir que 30 minutos por dia é adequado, todos os dias da semana.
K. Newcomer e colaboradores, fisiatras da Clínica Mayo (Rochester- Minessota) (Am. J. Phys. Rehabil. Fev/1997; 76:52-58) tentaram demonstrar que: 1) A força dos músculos das costas é equivalente à força dos músculos apendiculares; 2) Há uma associação positiva entre qualquer atividade física e a força dos músculos das costas. Os autores reestudaram 53 meninos e 43 meninas, de 10 a 19 anos (idade
média 14,3 anos), que tinham sido submetidos à testes isométricos há 4 anos antes. Os testes foram feitos para medir a flexão e a extensão dos
músculos das costas com isodinamômetro. Foi feita uma análise estatística de regressão comparando a melhoria da força dos músculos das costas, com a variação do peso, altura e idade. Os meninos tiveram atividade esportiva 34,5% mais intensa do que as meninas, em número de horas de atividade esportiva, no ano anterior o que resultou em 389,4 horas/ano dos meninos e 303,5 horas para as meninas, dando quase 1 hora por dia de ginástica.
Os estudos comprovaram que o nível da atividade física está significativamente associado com o aumento de força na extensão e flexão (P=0,03 para ambos os sexos) das costas. O pico de aumento da força muscular das costas ocorreu aproximadamente 1 ano após do pico do aumento da altura. Os autores concluem que a ginástica, de um modo geral, aumenta a força dos músculos das costas, mesmo que as crianças não realizem exercícios especiais. T.S. Keller e colaborador, ergonomista da Universidade de Vermont, USA, quantificaram a relação entre a postura do tronco e a função dos músculos do tronco de 10 meninos e 10 meninas normais que realizaram uma flexão e extensão isométrica usando dinamômetro. O pico do torque isométrico foi evidenciado em flexão e extensão a 10 graus aumentando sobre a postura sagital uma extensão de 20 graus na extensão até +50 graus de flexão. Uma diferença significativa na força do tronco medida pelo torque isométrico foi constatado entre os dois sexos, nas diferentes posturas tanto na flexão como na extensão. Essa diferença ficou reduzida quando o dado do torque foi normalizado avaliando a altura do jovem multiplicado pelo peso corporal. A relação do torque da Extensão(E) dividido pela Flexão (F) (E/F) apresenta uma representação quase linear, de aumento de mais de 2 vezes, com o aumento do ângulo de flexão e foi significativamente maior nas meninas do que nos meninos. Os autores concluem que podem usar
esses parâmetros para definir quem no futuro terá dores nas costas.
Fonte: J Spinal Disord Tech. 2002 Aug;15

 

 

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