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Osteoporose
Custo de Fraturas Osteoporóticas
O serviço médico inglês chama-se National Health System (NHS) que é governamental, centralizado e único, para toda a população. Lá não existe medicina privada, nem convênios médicos e o NHS está adequadamente informatizado, o que permite fazer projeções para o futuro, baseado na realidade atual. O SUS brasileiro pretendia copiar esse modelo, porém não foi possível, por falta de verbas.
W. Hollingworth e colaboradores, do Departamento de Saúde Pública, da Universidade de Cambridge, Inglaterra, escolheram, aleatoriamente, 1.253 casos de fraturas osteoporóticas de colo de fêmur, tratadas em hospitais ingleses, de 1991 a 1992, que foram analisadas em relação a sexo, idade, dias de internação e outros dados. Com base em tais dados foram feitas projeções para o ano 2011 e 2031. Em toda a Inglaterra houve, de 1991 a 1992, 56.613 fraturas, numa proporção de 11,78 casos para cada 10.000 habitantes. No ano 2031, o número de fraturas chegará a 95.519 sendo 45.696 em idosos com mais de 85 anos (48%). Além disso, a média de hospitalização de pessoas, de 65 a 74 anos, será de 23 dias e para os pacientes com mais de 85, de 45 dias. Isso significa que haverá necessidade de 539.246 leitos/dia extras, por ano, somente para estes idosos. Haverá um enorme crescimento, em libras esterlinas, dos gastos, na Inglaterra, com as fraturas de colo de fêmur, com base nessas estimativas.
O custo de fraturas osteoporóticas, em mulheres, foi de 225 milhões de libras esterlinas, (equivalente a quase o triplo, em reais), em 1991, e no ano 2011 será de 250 milhões de libras esterlinas, e chegará a 350 milhões de libras esterlinas em 2031, somente nas mulheres acima de 85 anos, soma-se a isso mais 125 milhões nas mulheres de 65 a 84 anos, no ano de 2031. Em relação aos homens os gastos, em 2013, nas
fraturas esteoporóticas, será de 25 milhões de libras esterlinas, nos homens de 65 a 84.
O orçamento de todos os gastos do Ministério de Saúde, no Brasil, com todas as internações, prevenções, medicamentos, etc, foi, no ano de 2003, da importância total de 30 bilhões de reais. (Osteoporos Int. 1996;6 Suppl 2:13-5)
T. Scheerlinck T e colaboradores, da Universidade Brussel (Bélgica), afirmaram que esses custos só vão diminuir quando as intervenções cirúrgicas forem feitas mais rapidamente, pois, quanto mais tempo a pessoa idosa fica na cama, com a fratura do fêmur, pior a recuperação, maior o índice de mortalidade e maior o número de problemas clínicos desses idosos, o que resulta no aumento dos dias de hospitalização. É conhecido o fato que no NHS o atendimento básico é um dos melhores do mundo, mas, as cirurgias, com o fechamento de inúmeros hospitais, são muito demoradas.
Fonte: Acta Orthop Belg. 2003 Apr;69(2):145-56

 

 

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