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Fisioterapia
Deformidade da coluna após acidente
Ebba M. K. Bergström e colaboradores, médicos do National Spinal Injuries Centre, dos Estados Unidos, estudaram a relação existente entre o tipo de fratura, e a magnitude da distorção subsequente ao desenvolvimento, a longo prazo, de uma deformidade que foi adquirida na infância com um acidente da medula espinhal. Um total de 76 adultos que tiveram um acidente da medula espinhal durante a infância, foram examinados sob o ponto de vista clínico e radiológico em uma revisão retrospectiva.
A natureza da lesão medular e a sua progressão foram definidas nas radiografias tiradas imediatamente depois do acidente, depois de 4 meses e depois de 1 ano. A eventual deformidade da coluna do adulto foi definida em radiografias standard tiradas de pé medindo a escoliose,
cifose e lordose. Não houve uma diferença estatisticamente significativa em gravidade da
escoliose, cifose e lordose entre os casos que tiveram acidentes traumáticos, e não traumáticos ou entre os pacientes que tiveram alterações radiológicas visíveis de comprometimento ósseo, no acidente. Dos 14 pacientes com acidentes traumáticos no tórax e na lombar que não
foram operados, 10 (71%) desenvolveram uma curva escoliótica maior que não incluiu o local da fratura. O paciente sem nenhum deslocamento angular, no local da fratura, depois de 1 ano não desenvolveu uma escoliose mais grave (média 66º) do que aquele que teve uma fratura de deslocamento (média 38º). Em 5 pacientes desenvolveu-se uma curva cifótica baixa e uma lordose compensatória acima. Os autores concluem que a não existência de lesão óssea na coluna vertebral mesmo que inclua a lesão da medula não influencia o desenvolvimento da escoliose ou da lordose, mas pode ter uma eventual influência sobre a cifose.
Fonte: Spine 2003, Jan 15;28:171-176

 

 

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