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Psicologia
Álcool e riscos
Os problemas causados a saúde pelo álcool e fumo estão presentes em qualquer estatística, mas as legislações dos diversos países e as implicações econômicas da limitação do comércio, são fatores que limitam a efetiva ação sobre esses dois tipos de drogas. Em relação ao fumo e às bebidas alcoólicas, a própria Constituição Federal do Brasil prevê que a propaganda esteja sujeita a restrições legais e advertências sobre os malefícios decorrentes do seu uso, mas o país carece de uma tradição de movimentos sociais preocupados com a
questão do abuso de álcool, sendo este problema considerado freqüentemente como uma questão somente médica. No Brasil o álcool pode ser vendido e consumido quase em todo lugar e por qualquer um, baseados na atual legislação como referência. Existem poucos regulamentos restritivos e os existentes são raramente mantidos em vigor. O Estatuto da criança e do Adolescente, de 1990, estabelece restrições para publicações destinadas ao público infanto-juvenil, que não poderão conter ilustrações, fotografias, legendas, crônicas ou anúncios de bebidas alcoólicas, tabaco, armas e munições. Proíbe também a venda de bebidas alcoólicas às crianças e aos adolescentes menores de 18 anos. O Código de Trânsito Brasileiro (1997) proíbe a todo o condutor de veículo dirigir sob a influência de álcool em nível superior a 0,6g (seis decigramas) por litro de sangue ou de qualquer substância entorpecente ou que determine dependência física ou psíquica. A infração, neste caso é considerada de natureza gravíssima, sujeitando o infrator às penalidades de multa, de apreensão do veículo e de suspensão do direito de dirigir. Outra dificuldade em relação ao álcool e ao fumo, e que os seus consumidores acreditam que em doses moderadas fazem bem para a saúde, permitindo usufruir de um prazer e do relaxamento de tensões. Já é consenso que ingerir doses moderadas de álcool com freqüência faz bem ao coração, pois o álcool ajuda a prevenir os infarto tanto do coração como cerebral. A L Klatsky, cardiologistas do maior plano de saúde americano Kaiser Permanente Medical Center, da cidade de Oakland, na Califórnia apresentam um estudo sobre o álcool. Em 128.934 adultos registrados e acompanhados durante os anos 1978-1985 constataram que os consumidores habituais de álcool em grandes doses tem uma alta incidência de mortalidade por doenças, acidentes e violências, mas os de consumo moderado de álcool, tem uma ligeira redução dos riscos de óbitos por essas causas. Isso colocado num gráfico resulta numa curva em forma de J, sendo a curva pequena do Jota, os benefícios e o lado alto do Jota, os malefícios. Os autores verificaram limitada vantagem no consumo de vinho em relação ao de outros destilados e cervejas, que foi um padrão que se manteve constante durante todos os anos da pesquisa. Outro fato constatado é que essa mortalidade menor induzida pelo vinho é porque diminui o risco de aparecer o enfarto do miocárdio (p<0,001). Os autores constataram que essa significância estatística de diminuir o risco cardíaco nesses pacientes era obtido por qualquer tipo de vinho, vermelho, branco ou uma combinação deles desde que tomado de forma moderada.
Fonte: Am J Epidemiol. 2003 Sep 15;158(6):585-95

 

 

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