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Fisioterapia
Trauma e acidente na medula
A mortalidade após um traumatismo grave está bem documentada, mas, a sobrevivência dos pacientes que não faleceram, no ato, tem uma documentação mais difícil, principalmente em relação aos traumatismos relacionados a medula espinhal e com a incapacidade funcional em que vários métodos baseados em escores podem predizer a evolução dos pacientes com poli-traumatismos, incluindo a medula espinal. O Functional Independence Measure é o mais usado por ser fácil de aplicar, e tem a finalidade de fazer uma previsão, a longo prazo, da incapacidade desses poli-traumatizados.
Mohammed Akmal e colaboradores, epidemiologistas, do Royal London Hospital, apresentaram a análise dos dados retrospectivos de todos os pacientes que sofreram traumatismos, e que foram admitidos pelo Serviço de Emergência Médica realizado por helicópteros. Os pacientes foram avaliados usando, após um longo período de observação das lesões medulares, os escores do Functional Independence Measure.
Os prontuários de 1500 pacientes atendidos em um período de 6 anos foram revisados e foi constatado que 263 (17,5% - 195 homens e 68 mulheres, idade média 37 anos, variando de 3 a 92 anos) tiveram além de um traumatismo uma lesão medular. A mortalidade nesse grupo foi de 70/263; 27%, que foi significativamente maior (P< 0,02), do que os pacientes que não tiveram lesão medular (247/1237; 20%). Os escores da gravidade do acidente foi de 16 em 96 pacientes (55%), a média dos escores do Functional
Independence Measure foi 40 na admissão e 86 na alta hospitalar, e 113 aos 3 meses, 119 aos 6 meses, e 124 aos 12 meses. Houve uma alta correlação entre os escores do Functional Independence Measure (86) na alta hospitalar, e os escores aos 12 meses (124) (P<0,01).
Fonte: Spine 2003 Jan 15;28:180-185

 

 

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