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Coluna Vertebral
Imunocomplexos do disco intervertebral
Estudos recentes de imunohistoquímica e bioquímica dos discos sugerem um possível papel para os imuno complexos derivados das imunoglobulinas M e G na fisiopatologia dos discos intervertebrais. Os imuno complexos podem realizar a ativação do complemento causando em última análise a lise celular. Não existem estudos que mostram a ativação do complemento nos tecidos discais, embora foi demonstrado a presença de imuno complexos (antígeno-anticorpo) dentro ou próximo às células discais dos discos herniados (DH). Complexos de complemento de ataque de membrana (Complement membrane attack complexes) foram localizados nos tecidos discais da coluna lombar por imunohistoquímica. A sua presença foi comparada com discos normais obtidos de doadores de órgão (CD), discos mostrando uma anatomia macroscópica normal, discos com herniação (DH), e discos que foram encontrados com alterações patológicas na discografia, porém não herniados (DD).
Mats Grönblad e colaboradores, ortopedistas, da Universidade de Helsinki, Finlândia fizeram cortes de tecido discal de 9 discos CD, 58 discos DH e 11 discos DD, que foram imunologicamente corados com anticorpos monoclonais para complexos de complemento de ataque de membrana (C5b-9) usando o complexo avidina-biotina (ABC).
A presença ou a ausência da imunoreatividade dos complexos de complemento de ataque de membrana foram comparados com vários subtipos de DH e também com a duração da dor radicular antes da cirurgia. Os complexos de complemento de ataque de membrana não foram observados em nenhum caso dos discos CD. Em contraste 1/3 dos dois outros grupos de discos tinham essa
imunoreatividade presente nas células em DH (21/58, 36.2%) e em DD (4/11, 36.4%).
Nos discos DD, os complexos de complemento de ataque de membrana estavam com maior freqüência presentes no anulo fibroso (5/13, 38.5%). Com respeito ao subtítulo de DH, os complexos de complemento de ataque de membrana estavam presentes em 19 dos discos seqüestrados (52,8%), 1 dos 16 discos extrusos (6,3%) e 1 das 6 protusões (16,7%). Os complexos de complemento de ataque de membrana estão com maior freqüência presentes nos casos em que a duração da dor foi menor (P = 0,03), mais não mostraram nenhuma relação com a idade do paciente. As células discais mostraram padrões de uma coloração intensa para os complexos de complemento de ataque de membrana, sugerindo uma abundância desses complexos localizados nas membranas dessas células.
Fonte: Spine 2003, 15 jan;28:114-118

 

 

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