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Educação Física
Ergonomia da Epicondilite
Nas doenças articulares do membro superior, especialmente do cotovelo, a tendinite ou epicondilite, também chamado de ?tenis elbow?- cotovelo do tenista, é a mais importante. Cerca de metade dos jogadores profissionais ou amadores que jogam ou praticam com freqüência o tênis, sofreram de dores no cotovelo. Além dos tenistas também os praticantes de squash, basket bol, esgrima, lançamento de dardo, de martelo, etc, têm essas lesões. Mas, essa doença pode afetar trabalhadores sem que estes joguem tênis mas, trabalhem de forma inadequada, como por exemplo, os frentistas dos postos de gasolinas, que ficam abrindo e rodando as tampas dos tanques de gasolina. As dores se relacionam a esforços grandes, ou repetitivos, ou ainda executados de maneira imprópria pelas mãos, punhos e ombros, na prática de vários esportes ou tipos de trabalhos.
N. A. Smith, ergonomista inglês, estuda essa lesão. A ciência chamada ergonomia analisa todos os atos que são repetidos inúmeras vezes, tanto no trabalho no computador ou na prática de um esporte, para tentar, aplicando as leis da física baseada na ações de forças, corrigir essas posturas e com isso alinhar as articulações e músculos, aliviando as dores. Epicondilite, significa inflamação do epicôndilo, que é uma saliência óssea de um dos ossos do cotovelo (úmero), aonde estão localizados os músculos do ante-braço, que terminam em tendão, por isso a epicondilite também é chamada de tendinite do cotovelo. No cotovelo além da epicondilite existe também epitrocleite. Epicondilite é um processo doloroso que atinge o cotovelo nas vizinhanças do epicôndilo, uma saliência óssea externa do úmero. Epitrocleite é processo doloroso que atinge o cotovelo nas vizinhanças da epitróclea, outra saliência óssea umeral interna do cotovelo, oposta ao epicôndilo. Praticamente, os sintomas são os mesmos. Sob o ponto de vista ergonômico, no caso do tenista o praticante que tem uma esquerda defeituosa desencadeia uma epicondilite, mas, aquele que tem uma direita ou serviço defeituoso produz uma epitrocleite. Os músculos traumatizados, na epicondilite, são os extensores do pulso e dos dedos; no caso da epitrocleite, os flexores superficiais e profundos dos dedos e os flexores do pulso. Apesar do nome (terminação em ite) dar uma idéia que trata-se de um processo inflamatório, não é. Trata-se de uma agressão mecânica e conseqüente a trauma único, ou a vários mini-traumas. Por ser de causa mecânica, a ergonomia estuda esse assunto e chega as seguintes recomendações: 1) É errado, apertar o cabo da raquete com muita força, por tempo prolongado, contraindo a musculatura, deixando sem circulação sangüínea, portanto já enfraquecendo o músculo, o jogo todo. Deve-se contrair os músculos do braço, somente na hora de bater na bola. Para corrigir esse defeito os bons professores ensinam a segurar a raquete na mão oposta e só trocar de mão para fazer a punhadura, pouco antes da hora do golpe: 2) O saque é um momento muito especial, pois, além da força, deve corresponder a uma série de torções de punho e cotovelo, que precisam ser treinadas, sob o ponto de vista ergonômico; 3) Jogar por tempo prolongado, treinar com bolas novas muito duras ou pesadas, molhadas, o que obriga a uma empunhadura (grip) mais potente. Jogar com raquetes pesadas ou com encordoamento tenso, de nylon ou outros sintéticos, também produzem trauma adicional, responsável pelo encadeamento dos sintomas. Bola bate forte, na raquete dura, que recebe o impacto da bola que transmite aos músculos duros, que terminam, nessa saliência óssea, machucando; 4) respostas impróprias às bolas chamadas de revés ou backhand (chegam ao jogador destro pelo lado esquerdo e ao canhoto pelo lado direito). Essas bolas devem ser rebatidas com posição prévia adequada que é girar rapidamente, no mínimo de 45 graus, para o lado em que a bola se aproxima. Se essa posição ainda estiver incompleta (bater de frente para rede), com a bola em alta velocidade, em especial as de serviço, vai a
Fonte: Occup Med (Lond). 2003

 

 

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