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Fisioterapia
Dores menstruais e fisioterapia
O tratamento da dor menstrual (chamada de dismenorréia), que acomete mais de 70% das mulheres jovens, tem vários tratamentos médicos sem eficácia total. Usa-se a administração de medicamentos analgésicos, antiinflamatórios, relaxantes musculares e inibidores da síntese de prostaglandinas F e até antidepressivos. Estudos demonstraram a eficácia da utilização da neuroestimulação elétrica transcutânea (Tens, em inglês e Tensis, em português), pelos fisioterapeutas. Esse é um aparelho portátil, do tamanho de um pager ou um celular, de fácil manejo, acessível, indolor e sem contra indicação, que poderia ser usado no alívio das cólicas menstruais.
Esse aparelho já é usado há mais de 30 anos para o alívio das dores das mais diversas etiologias, mas, apenas bloqueia a transmissão dos estímulos dolorosos, durante um período, por isso, não é tratamento, mas, uma forma de analgesia, como os medicamentos citados acima. A neuroestimulação elétrica transcutânea é mais uma alternativa que pode ser posta à disposição de pacientes com quadros dolorosos e que não oferecem resposta adequada à terapêutica anterior empregada.
A Tens se aplica por 30 minutos, com eletrôdos na pele e intensidade de corrente suficiente para provocar um estado de vibração confortável para a paciente, mas, com estímulos sendo emitidos em forma de trens de pulsos ("burst"), e é capaz de proporcionar um tempo de analgesia superior à Tens com programação fixa.
M. L. Proctor e colaboradores, ginecologistas e obstetras, da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, fizeram uma revisão da literatura médica, nos moldes de Medicina Baseada em Evidências e concluíram que a aplicação do Tens, de todos os tipos, ainda tem evidências insuficientes quanto a reduzir a dismenorréia, mas, na acupuntura já existe alguma evidência de que pode diminuir esse tipo de dor. Os autores especulam que isso é porque se acredita que essas dores menstruais sejam devido a contrações do útero, e os estímulos na pele, do Tensis, talvez não o alcancem, ao contrário da acupuntura que pode liberar a endorfina endógena que agiria sobre as contrações uterinas.
Fonte: Cochrane Database Syst Rev 2002;(1)

 

 

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