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Fibromialgia
Síndrome da perna inquieta
A síndrome da perna inquieta, que é uma afecção muito freqüente, nos distúrbios do sono, está incluída nos sintomas da fibromialgia, e vem associada a posteriores queixas clínicas de dores generalizadas, inclusive articulares, por isso é uma patologia vista pelos reumatologistas, com freqüência. Tem esse nome pelo fato de que a pessoa, quando dorme, mexe a perna, com movimentos involuntários, que a impede de
conciliar o sono. Essa mesma queixa esta incluída nos distúrbios dos movimentos (discenesias) vistos pelos neurologistas, que a associam com Parkinson. Essa síndrome agora tem tratamento específico, e com ótimos resultados. Os pacientes ficam muito agradecidos pois tinham esse problema por muitos anos, sem que os diversos médicos consultados tivessem dado atenção ao mesmo. Os medicamentos citados nessa atualização já existem no Brasil.
Num trabalho multicêntrico realizado em Helsinki (Finlândia), com 100 pacientes, portadores da síndrome da perna inquieta (restless legs, em inglês), os pacientes foram divididos em dois grupos. No grupo A, 50 pacientes receberam 0,40 mg de pergolida (um agonista da dopamina, erivada do ergot), ao deitar e 50 pacientes, de um grupo B, receberam placebo. Após 1 ano , 30 pacientes do grupo A relatavam uma melhora completa dos sintomas, tanto de dia como à noite e a presença de um sono normal em 50% dos pacientes. Mas, um grupo de 5 pacientes, do grupo B, também se sentia melhor e continuava a tomar o placebo Pergolida, que é um agonista do receptor da dopamina e age como adjuvante das drogas antidepressivas (tricíclicos e inibidores da monoamina oxidase (MAO)), nos pacientes com depressão e Parkinsonismo. A Pergolida não age sozinha nesse tipo de depressão. O Parkinson evolui com muita freqüência para a depressão, mas, geralmente, é de difícil diagnóstico, porque os sintomas se superpõem, e a medicação antidepressiva sozinha também não faz efeito no Parkinson.
S Happe e colaboradores, neurologistas, da Universidade de Gottingen, Alemanha, afirmaram que outros medicamentos do tipo agonista do receptor da dopamina como pergolida, tais como, a ropinirola, pramipexol e cabergolina aliviam os sintomas em 70-90% dos pacientes. A novidade é um novo medicamento usado como transdêrmico, a
rotigotina, que tem-se mostrado eficaz.
Fonte: CNS Drugs. 2004; 18(1): 27-36

 

 

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