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Psicologia
Alzheimer e dores articulares
Em todo o mundo, 15 milhões de pessoas sofrem do mal de Alzheimer, que é incluída entre o grupo de doenças que acomete os idosos, chamado de demências. Nos EUA, o mal é a quarta causa de morte entre idosos, entre 75 e 80 anos, perdendo apenas para o enfarto, o derrame e o câncer. Ainda neste país, estima-se que, em 2030, será gasta, somente com esta doença, a mesma verba do orçamento americano, que hoje é destinada para toda a área da saúde. No Rio, em 91, uma pesquisa realizada com cerca de 500 pessoas constatou que 5% da população idosa de Copacabana e 7,9% do Méier apresentavam características de demência, sendo o mal de Alzheimer responsável por cerca de 60% desse total. A evolução da doença é rápida, e se dá entre cinco a dez anos iniciais com o agravamento do quadro psicológico e social. Entre os sintomas mais comuns desse mal, estão a perda de memória e distúrbios de comportamento, que acabam sendo associados ao envelhecimento, levando à família do idoso a pensar que o problema é decorrente apenas da idade avançada. A doença envolve um fator genético; quem tem um familiar próximo como pai ou mãe com a doença, tem maior chance de desenvolvê-la. Entretanto, devem haver outros fatores além do genético, porque mesmo entre gêmeos idênticos é possível que um desenvolva a doença, e outro não, o que sugere que fatores ambientais também devem ser importantes.
Há uma perda progressiva da memória, começando para fatos recentes e progredindo até a perda total, em que a pessoa não lembra o próprio nome. A desorientação temporal começa precocemente, a pessoa tem dificuldade em determinar o período do dia, manhã ou tarde, por exemplo. Com a evolução da doença, ocorre também desorientação espacial. No começo, para lugares não freqüentados habitualmente, progredindo até desorientação dentro da própria casa. Na linguagem, a dificuldade inicial é para encontrar palavras e escrever, chegando ao mutismo e à incapacidade para compreender a linguagem.
J. E. Balfour e colaboradores, farmacêuticos, da Universidade de Toronto, no Canadá compararam dois grupos de pacientes com Alzheimer: o grupo A, com 245 pessoas tinham dores articulares e musculares, e no grupo B, 215 pessoas também com Alzheimer, mas sem sofrer desse tipo de dores. Os pacientes eram originários de várias casas de repouso, e tinham mais de 64 anos de idade. Os autores verificaram que menos de 50% dos pacientes do grupo A, receberam medicação adequada para esses tipos de dores. Essas queixas eram tratadas com benzodiazepinicos, ao invés de antiinflamatórios. Os autores concluem que os médicos não acreditam nas queixas articulares desses pacientes.
Fonte: Pain Res Manag. 2003 Winter;8(4):198-204

 

 

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