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Educação Física
Exercício leve para a coluna
A falta de atividade física é mais conhecida como Sedentarismo. Essa palavra é originária da palavra sedentare, que significa ficar sentado. A falta de exercício constitui-se em um fator de risco para o aumento da incidência de doenças cardiovasculares, em especial a arteriosclerose e a hipertensão arterial, mas, o sedentarismo também complica as doenças das articulações, músculos e da coluna. Os exercícios que combatem o sedentarismo podem ser leves, mas, têm que ser diários e constantes: por exemplo subir escadas, ao invés de elevador, caminhar distâncias cada vez maiores, ao invés de usar o automóvel, fazer trabalho do lar, ao invés de pedir para a empregada. Todos esses atos agem como exercícios e têm efeito preventivo para problemas cardiovasculares e osteomusculares.
A caminhada com passos regulares e contínuos, com respiração adequada, está incluída no grupo de exercícios denominados de aeróbicos ou de resistência. São exercícios rítmicos de músculos, da mesma intensidade. Andar no shopping, parando e olhando vitrines não é considerado um exercício aeróbico. A caminhada, feita de forma adequada tem efeito semelhante sobre o organismo, sistema cardiovascular e nos ossos (principalmente, no caso da osteoporose) e músculos de forma semelhante à corrida, à natação, andar de bicicleta e à própria dança aeróbica. Outros benéficios dos exercícios aeróbicos ou de resistência para o organismo são a redução da gordura corporal e do peso, a melhoria da função respiratória, redução dos níveis do colesterol e triglicérides, a redução da ansiedade e depressão, regularização do sono, um melhor desempenho intelectual e maior equilíbrio emocional.
Os exercícios aeróbicos devem ser feitos com certa Intensidade chegando a 51 a 85% da capacidade máxima, que é medido pelo teste ergométrico.Também é importante a duração e a freqüência do exercício, sempre levando em conta a idade, sexo, treinamento prévio, situação cardiovascular e outras doenças em geral e das articulações e da coluna e uso de medicamentos.
K. Karjalainen e colaboradores, médicos do trabalho, de Helsinki, na Finlândia, compararam 56 trabalhadores que faziam exercícios leves na própria bancada do trabalho e que tinham dor nas costas - Grupo A, com 51 trabalhadores, com dores nas costas, mas, que não faziam nem esses exercícios leves, Grupo B. Ambos os grupos responderam um questionário sobre as dores. Nenhum deles fez fisioterapia ou tomou medicamento, mas, mesmo assim, os trabalhadores, do grupo A, faltaram menos
vezes que os do grupo B, somente com esses exercícios leves.
Fonte: Spine. 2003 Mar 15;28(6):533-40

 

 

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