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Educação Física
Idosos na Capital de S.Paulo
Nos próximos 20 anos, o número de pessoas com 60 anos ou mais, na América Latina e Caribe, vai praticamente dobrar, saltando de 42 milhões de indivíduos, no ano 2000, para estimados 82 milhões, depois de 2020. Nesse mesmo período, em termos proporcionais, o aumento será um pouco menor, mas, ainda assim, muito expressivo. Os idosos passarão de 8,1% para 12,4% da população total desses países. Nesse quadro de rápido envelhecimento das sociedades latino-americanas, o Brasil está incluído. Em 1940, só 4% da população brasileira tinha 60 anos ou mais. Segundo o censo de 2000, os idosos já somavam 8,6% de todos os brasileiros ? um contingente de 14,5 milhões de indivíduos, 55% dos quais
mulheres. Nos próximos 20 anos, a população idosa do Brasil poderá ultrapassar os 30 milhões de pessoas, e representar quase 13% de seus
habitantes. Nos países europeus, atualmente, a população idosa já é maior do que 15% da população.
Os Professores Ruy Laurenti e Lúcia Lebrão, da Faculdade de Saúde Pública da USP, realizaram um estudo denominado Sabe (Saúde, bem-estar e envelhecimento), envolvendo 2143 pessoas com 69 anos, em média, que residiam no ano 2000, no município de São Paulo. Os moradores dessa faixa etária equivalem a 9,3% da população da capital paulista, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As mulheres são 58,6% dessa faixa etária, e 70% eram brancos. Um em cada cinco idosos nunca foi à escola, e 60% estudaram menos de sete anos.
Antes de terem se mudado para São Paulo, quase dois terços deles moraram no campo até os 15 anos de idade, por um período não inferior a 60 meses. Em sua vida profissional, pouco mais de 75% dos idosos exerceram ocupações que lhes demandaram esforços predominantemente físicos, o que resultou em alta prevalência de doenças articulares e de queixas relacionadas com o reumatismo que chega a 31,7% da população, sendo que 86,7% usam medicamentos e 53,3% tinham hipertensão e 14,2% tinham osteoporose. Nas atividades diárias 17,7% não consegue se vestir e 10,3% não consegue tomar banho sozinho, 51% não conseguem agachar-se, 36% não conseguem levantar de uma cadeira e 33% não conseguem subir uma escada.
Fonte: Revista PESQUISA FAPESP - Maio/2003 - nr. 87

 

 

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