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Psicologia
Déficit de atenção e hipertividade
As crianças e adolescentes portadores de TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) são muito agitadas, e têm dificuldade de aprender na escola. O TDAH é caracterizado pela dificuldade em realizar tarefas que exijam concentração, como ler ou escrever. O quadro é genético. O transtorno afeta de 3% a 5% das crianças em idade escolar. A incidência entre adultos é menor (de 1,5% a 3%). O TDAH pode afetar a auto-estima, o aprendizado e os relacionamentos. Em alguns casos, os sintomas persistem, por longos anos mas, a doença tende a se estabilizar depois de alguns anos por ação do metilfenidato. O efeito do medicamento dura cerca de três horas. Para facilitar o cotidiano dos pacientes, foi desenvolvida uma versão dessa droga que age por mais tempo, mas, ainda não existente nas farmácias brasileiras além disso, o metilfenidato de longa duração (de 8 a 12 horas) evita que a pessoa tenha que interromper suas atividades durante o dia para tomar o remédio. Dependendo do caso, o tratamento envolve terapia, anti-depressivos
ou estimulantes, como o metilfenidato, que não vicia e seu efeito estimulante é reduzido. Quem tem o transtorno não é doente nem apresenta
deficiência mental, mas só tem uma maior dificuldade de concentração.
H.C. Lou e colaboradores, neurologistas, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, afirmam que pode ter acontecido no nascimento dessas crianças uma isquêmia cerebral. Esse fato pode contribuir para uma deficiência persistente de neurotransmissão dopaminérgica, que parece ser a causa desse distúrbio. Os autores examinaram com o PET (tomografia com a emissão de positron) os receptores de dopamina no cérebro de 6
crianças de 12 a 14 anos (sendo 5 meninos), constatando essa deficiência, a qual os autores relacionam com o fluxo cerebral diminuído.
Fonte: Dev Med Child Neurol. 2004 Mar;46(3):179-83

 

 

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