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Psicologia
Parkinson e depressão
A doença de Parkinson, que foi descrita em 1817, é uma das doenças neurológicas mais comuns dos dias de hoje, somente perdendo para a doença de Alzheimer. É uma doença que atinge todos os grupos étnicos e classes sócio-econômicas. Estima-se uma prevalência de 100 a 200 casos por 100.000 habitantes. Sua incidência e prevalência aumentam com a idade, sendo mais freqüente entre 55 e 66 anos. Nos Estados Unidos existem 1 milhão de pessoas afetadas, que corresponde no Brasil a 650 mil pessoas. Do ponto de vista patológico é uma doença degenerativa caracterizada por morte de neurônios paminérgicos da substância nigra do cérebro, e por inclusões intracitoplasmáticas destes neurônios, conhecidas como corpúsculos de Lewy. As manifestações clínicas do Parkinson incluem tremor de repouso, bradicinesia, rigidez tipo roda denteada e anormalidades posturais. Todos esses sintomas estão relacionados ao sistema nervoso motor, e atinge as articulações. Como é uma doença progressiva, que usualmente acarreta incapacidade severa após 10 a 15 anos, o impacto social e financeiro é elevado, particularmente na população mais idosa.
W.M. McDonald e colaboradores, psiquiatras, da Universidade de Emory, da cidade de Atlanta, na Geórgia, chamam atenção para os problemas não motores que atingem mentalmente o indivíduo, tais como, demência, psicose, ansiedade, insônia, distúrbios do humor e, principalmente, a depressão. Segundo esses autores cerca de 50% dos pacientes têm depressão, que nesses casos são resultantes da degeneração neuroanatômica, e da ação da serotonima, do que simplesmente como reação a um estresse psicossocial.
Fonte: Biol Psychiatry 2003 Aug 1;54(3):363-75

 

 

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