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Educação Física
Creatina e os esportes
A busca frenética do ?corpo perfeito? tem levado pessoas desinformadas a adotar dietas, e suplementos vitamínicos ou nutricionais, que nem sempre estão relacionados à promoção da saúde. A popularidade dos suplementos alimentares vêm crescendo espantosamente, tanto no meio esportivo como nas academias de ginástica. Através de cálculos estima-se que o consumo de creatina, em 2000, nos Estados Unidos, ficou em torno de 2.500 toneladas. Este dado reflete a enorme expectativa de benefícios ergogênicos que os consumidores depositam nesta substância.
D. L. Mayhew e colaboradores, fisiologistas do exercício, da Universidade de Kirksville, nos Estados Unidos, estudaram a função renal e hepática de atletas que consomem a creatina por mais de 2 anos seguidos. Um grupo formado por 23 atletas (idade de 19-24 anos) que jogam na segunda divisão profissional de futebol americano da NCAA foi dividido em 2 grupos: o grupo A, com 10 atletas, tomaram voluntariamente e espontaneamente creatina na dose de 5 a 20 g (uma média de 13,9 g por dia) durante um período que variou de 3 meses a 5,6 (uma média de 2,9 anos); e o grupo B, formado de 13 atletas, não tomou nenhum suplemento alimentar ou creatina. Os atletas foram submetidos a exames de sangue para verificar o funcionamento do fígado e dos rins (dosagem de albumina, fosfatase alcalina, alanina aminotransferase, aspartato aminotransferase, bilirubina, uréia, e nível de creatinina). Os resultados mostraram que não houve diferença entre os 2 grupos. Nem o clearance da creatinina estava alterado entre os 2 grupos, nem tinha significância nos que tomavam o suplemento há mais tempo.
Fonte: Int J Sport Nutr Exerc Metab 2002 Dec;12(4):453-60

 

 

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