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Educação Física
Regime alimentar para crianças não adianta nada
Sempre que são feitas pesquisas sobre a obesidade, tanto em adultos como crianças, aqui como fora do Brasil, observa-se a tendência do crescimento da população dos obesos. Com a melhoria da oferta de alimentos mais calóricos e diminuição das atividades de esforço, para trabalhar, e no lazer as populações passaram a engordar desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945. Desde então, também surgiram indícios, que as crianças estão engordando mais rapidamente que seus pais, que fizeram a pesquisa desde 1945. No Brasil, estima-se
que, na população de 6 a 18 anos, existam, ao menos, 6,7 milhões de obesos, se mantidas as taxas do último levantamento de 1997, feitas no Brasil, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O número de crianças e adolescentes, acima do peso, aumentou de 3% para 15%, de 1975 a 1997, chegando a 6,5 milhões de crianças obesas, na época. Essas estatísticas são muito onerosas e são feitas raramente. Os homens adultos, gordos, passaram de 3% para 7%, nesse período, e as mulheres, de 8% para 13%. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, a incidência de obesidade infanto-juvenil, no Brasil, cresceu 240%, nos últimos 20 anos. As autoridades sanitárias acreditam que deve-se começar na escola, uma atividade educativa mais eficiente. Estima-se que no rítmo com que os obesos vêm crescendo, o país inteiro estará gordo em 30 anos. Os obesos trazem problemas logísticos para os planejadores das cidades, pois, deve-se aumentar o tamanho dos bancos e as catracas dos ônibus, sem falar no número de doenças, que dobrará. Mas, a merenda escolar ainda é necessária, pois dos 37,8 milhões de beneficiados, que foram atendidos em final de 2003, em todo o país, a grande maioria ainda recebe alimentação inadequada.
A. E. Field e colaboradores, pediatras, da Faculdade de Medicina de Harvard, em Boston, acompanharam a evolução de peso de 8.203 meninas, e 6.769 meninos, que tinham idades de 9 a 14 anos, em 1996, e foram examinados 2 vezes por ano, até 1998, em relação a dieta e ao peso. Em 1996, 25,0% meninas e 13,8% dos meninos faziam dietas ocasionais, e 4,5% das meninas e 2,2% dos meninos faziam dietas constantes. Nesses 3 anos aumentaram ligeiramente os jovens que tinham restrições alimentares por causa do peso, principalmente, entre as meninas. O incrível desse estudo foi que com o crescimento dos jovens e adotando o Índice da Massa Corporal, IMC, que é igual ao peso dividido pela altura ao quadrado (que é o mais indicado para medir a obesidade), mais meninas que faziam regimes alimentares tanto de forma freqüente como ocasional, nesses 3 anos, tinham um índice maior do que aquelas que não faziam regime nenhum. Nos meninos essa correlação ficou mais acentuada. Concluem os autores que o regime alimentar para emagrecer, na idade de 9 a 14 anos, não adianta nada, e, pode sim até piorar a obesidade. O que adianta são exercícios e atividade física.
Fonte: Pediatrics. 2003 Oct;112(4):900-6.

 

 

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