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Psicologia
Cigarro e a Demência
D. Juan e colaboradores, neurologistas, do Hospital Universitário de Chongqing, China, realizaram um estudo prospectivo de dois anos de acompanhamento de pessoas idosas, com o objetivo de investigar a relação entre tabagismo e demência. Participaram do estudo um total de 2.820 pessoas, com 60 anos ou mais, de seis comunidades da região do Hospital. A demência
foi diagnosticada através da aplicação do teste Mini-Exame do Estado Mental (MMSE), e critérios clínicos, baseados no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-III-R),
que é usado pelos médicos americanos. Os participantes foram classificados em nunca fumantes, ex-fumantes e fumantes atuais. Durante esse tempo de acompanhamento foram registrados 121 casos de demência. Desse total de 121 casos de demência, 84 (69%) foram devido a doença de Alzheimer, 17 (14%) demência por doença artério esclerótica vascular e 21 (17%) outro tipo de demência. Comparados com os pacientes que nunca fumaram, os fumantes atuais tiveram um aumento do risco de doença de Alzheimer de 2,72 vezes; e a demência vascular 1,98 vezes. As comparações foram feitas com idosos, ajustando-se idade, sexo, escolaridade, pressão sangüínea e consumo de álcool. Comparados com os fumantes leves, o risco ajustado de doença de Alzheimer foi significativamente maior entre os fumantes leves ou seja, 2,56 vezes maior, com um risco ainda maior no grupo de fumantes pesados, isto é, de 3,03 vezes.
Os autores concluíram que o tabagismo e a quantidade de cigarros fumada está associado com o risco de demência. (A doença de Alzheimer é considerada uma forma de demência).
Fonte: European Journal of Neurology 2004; 11(4): 277-282

 

 

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