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Educação Física
Tratamento cirúrgico das dores crônicas
Procedimentos operatórios podem ser úteis para o tratamento de vários tipos de dores crônicas, geralmente associadas a neuropatias compressivas. Isso significa que um nervo em especial está apertado numa estrutura óssea e em ligamentos como na síndrome do túnel do carpo (no punho), síndrome do túnel de tarso (no tornozelo).
Outra forma de aliviar a dor, por cirurgia, se dá nas doenças que causam aumento de células, em volta do nervo, chamadas granulomatoses, como as neuropatias associadas à hansenníase ou afecções neoplásicas. Na coluna vertebral, inúmeras compressões radiculares de nervos, são causadas por estruturas moles, como por exemplo: uma hérnia de disco ou estrutura duras com osteofitos, deslocamento de vértebras, estenose do orifício de conjugação, tudo incluído na denominação de doenças discoartrósica. Muitas vezes anomalias estruturais, congênitas, podem causar neuropatias tronculares, pelxulares ou radiculares por compressão nos idosos por problemas de degeneração óssea ou ligamentar. Nas cefaléias decorrentes de hipertensão intracraniana, também pode se intervir cirurgicamente para aliviar a dor. O principal
problema que existe na cirurgia dos nervos é o surgimento de neuromas, que por sua vez podem causar novos tipos de dores. Neuromas em continuidade ou na terminação nervosa, são causa
de dor que podem melhorar com cirurgia neurorestaurativa. Os neuromas podem ser prevenidos com esmagamento, ligamento,
coagulação ou lesões químicas (formaldeído, álcool) do coto nervoso, implante de barreiras para evitar o crescimento nervoso (membrana de prata, tântano, silicone e outros materiais não absorvíveis) mas, muitas vezes a secção do nervo adequada e com todos esses cuidados não modificam a ocorrência dos neuromas.
O implante da estrutura nervosa na medula óssea e nos músculos e a sutura término-terminal, podem resultar em menor traumatismo do coto nervoso e em melhora da possível dor do neuroma.
O transplante de tecidos inervados para cobrir a terminação nervosa, previne o crescimento nervoso, que resulta no neuroma. Os enxertos
nervosos melhoram a função, mas não a formação do neuromas. O sepultamento nervoso, a remoção dos neuromas e o enxerto nervoso resultam em melhora em 65% a 82% dos casos. A neurólise, ou seja, o desbridamento do tecido que envolve a
estrutura nervosa periférica ou internamente, é indicada em casos de neuromas em continuidade; a melhora, normalmente, é temporária. Dois tipos de neuromas, se formam por razões diversas, e também são doloridos os neuromas acústicos (no ouvido), e o neuroma de Morton nos pés (veja esses assuntos).
A F Tallia e colaboradores, da Wood Johnson Medical School, da cidade de New Brunswick, no Estado de New Jersey, fizeram um artigo de revisão dirigidos aos médicos de família, dizendo que antes de indicar a cirurgia na maioria dos casos emprega infiltrações com cortisona e anestésico, nas afecções acima descritas de compressão de nervo, que tem duas finalidades, primeiro alivia muito o paciente das dores crônicas, e segundo já é um teste para ver se a dor volta quando deve-se indicar a cirurgia, cujo resultado será satisfatório. Quando possível recomenda também esse tipo de tratamento conservador para os neuromas (principalmente nos neuromas mais superficiais como é o de Morton).
Fonte: Am Fam Physician. 2003 Oct 1;68(7):1356-62.

 

 

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