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Coluna Vertebral
Diagnóstico das fraturas da coluna
O tratamento cirúrgico das fraturas da coluna vertebral, em qualquer nível, isto é, na cervical, dorsal ou lombar tem como principal objetivo a estabilização do segmento vertebral fraturado. Essa estabilização é realizada por meio da fixação do segmento vertebral com implantes especiais (placas, parafusos, hastes e arames), e artrodese vertebral (que é fusão de dois ou mais corpos vertebrais). A fixação e artrodese vertebral pode ser realizada com cirurgias realizadas na face anterior, ou posterior da coluna vertebral (ou do corpo), sendo que o ortopedista escolhe a via de acesso dependendo do tipo de lesão. Em
algumas fraturas é possível a fixação e reparação direta da fratura, como ocorre nas fraturas do processo odontóide (saliência que existe na segunda vértebra cervical). Em algumas fraturas os fragmentos ósseos da vértebra estão deslocados para o interior do canal vertebral,
comprimindo a medula nervosa e as raízes dos plexos da coluna, e a remoção cirúrgica desses fragmentos é denominada de descompressão
do canal vertebral. A presença de paralisia dos membros é quase sempre um evento que ocorre nas primeiras horas, depois do acidente
que causa a fratura da coluna.
Após um intervalo de tempo surge o quadro neurológico mais definido, que pode ter a presença de paralisia rápida e progressiva, ou paralisia incompleta que evolui para paralisia completa. Esses modos de evolução têm sido considerados como indicações absolutas e urgentes de tratamento cirúrgico, significando que algo está lesando a medula ou a raiz nervosa.
Não existe até o momento nenhum tratamento cirúrgico capaz de restaurar as funções da medula espinhal que já foi lesada, diretamente
no acidente. O objetivo do tratamento cirúrgico das fraturas da coluna vertebral é apenas o realinhamento do segmento vertebral fraturado,
pois, com a restauração da estabilidade da coluna evita-se lesões adicionais em outros orgãos e outros nervos. Os métodos modernos de fixação vertebral têm possibilitado a mobilização precoce dos pacientes, sem a utilização de gesso externo, o que facilita a reabilitação no período pós-operatório. Essa mobilização precoce dos pacientes permite deixar o leito, iniciar os exercícios respiratórios, e uma possível recuperação neuro-muscular, promovendo de modo mais rápido a reabilitação e reintegração social dos acidentados, diminuindo um pouco a presença de distúrbios emocionais.
E. M. Horn e colaboradores, neurocirurgiões, da Universidade do Arizona, da cidade de Phoenix, estudaram a eficácia dos exames pela
Ressonância Magnética (RM) na identificação de fraturas instáveis da coluna cervical, portanto sujeitas a cirurgia. De 6.328 pacientes atendidos com trauma, 314 fizeram RM da coluna cervical, sendo que desses 314 acidentados, 166 já tinham feito a Tomografia Computorizada (TC) que foi normal, em 70 a TC
tinha dados achados anormais. Desses 70 pacientes, 23 fizeram a RM dinâmica e os achados foram normais. A instabilidade da coluna cervical de 65 pacientes com TC, radiografias alteradas
foram confirmadas pela RM. Os autores também relataram que de 143 casos com TC e radiografia alterada, em 13 a RM estava normal, e 6 fizeram a RM dinâmica, que também foi normal. Os autores concluíram que quando a TC e a radiografia não dão sinais concretos de instabilidade da coluna cervical a RM tem pouco valor, a não ser em casos excepcionais.
Fonte: J Neurosurg Spine. 2004 Jul;1(1):39-42

 

 

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