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Psicologia
Aposentadoria (Previdência) no Brasil
O tema da reforma da Previdência no Brasil está na ordem do dia, tanto no Congresso como no interesse dos aposentados. A Previdência do Brasil provocou em 2002, um déficit de R$ 72 bilhões nas contas do governo, sendo que R$ 18 bilhões
para o pagamento de 20 milhões de aposentadorias do setor privado, e os R$ 54 bilhões restantes distribuídos entre os 3 milhões de beneficiários do setor público. O fato é que o benefício pago aos servidores privados, tem
como teto R$1.561,00 nesse setor, a aposentadoria média é de R$ 350,00. Para quem trabalhou no setor público (Legislativo ou Judiciário), a média recebida supera os R$ 7.000,00. Vale a lembrança de que, os orçamentos da educação e da saúde não passaram de R$ 18 bilhões, cada um. A associação entre saúde e trabalho, está bem documentada em países desenvolvidos, especialmente entre os adultos e jovens.
Com o envelhecimento da população trabalhadora, alguns autores têm apontado a importância de investigar as desigualdades em saúde entre os idosos através da qualificação do trabalho. Em um
desses estudos, foi identificado uma associação entre menor qualificação no trabalho, maior incidência de doenças, e maior mortalidade. Esta associação seria explicada pela relação direta
entre qualificação ocupacional e escolaridade, renda, auto-estima e condições de vida de um modo geral. Na verdade, a simples situação de estar trabalhando tem sido apontada como um potente e independente fator preditivo de maior sobrevida. Luana Giatti e colaboradora, do Núcleo de Estudos em Saúde Pública e Envelhecimento, da Fundação Oswaldo Cruz- Universidade Federal de Minas Gerais estudaram 2.886 idosos do sexo masculino, com 65 anos ou mais de idade, esidentes em dez regiões metropolitanas brasileiras, e participantes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, Fundação Instituto Nacional de Geografia e Estatística realizada em 1998. Mais de um quarto dos idosos trabalhava. Em relação aos aposentados, os que trabalhavam eram mais jovens, tinham maior escolaridade e
maior renda domiciliar percapita; eles relataram menor freqüência de doenças crônicas, apresentaram menor dificuldade para realização das atividades da vida diária, mas não apresentaram diferenças com relação ao uso de serviços de saúde. Os resultados indicam que a saúde em especial os indicadores de autonomia,
e mobilidade física são fatores preditivos independentes da permanência na vida ativa em idades mais elevadas.
Fonte: Cad. Saúde Pública. 2003 May-Jun;19(3):759-71

 

 

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