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Educação Física
Universitários e a deficiência
Na população brasileira 13,3% de pessoas, que corresponde cerca de 22 milhões de pessoas tem algum tipo de deficiência física, visual ou auditiva, segundo o Censo Brasil realizado em 2000. Essa grande porcentagem de pessoas tem dificuldades nos exames vestibulares. Em São Paulo no último exame da Fuvest, realizado no início de 2003, apenas 105 (0,065% do total) dos mais de
160 mil inscritos fizeram as provas em condições diferentes, porque possuíam alguma deficiência. Na Unicamp e na Unesp, a porcentagem foi ainda menor: 0,049%. No Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) de 2002/2003, dos mais de 1,8 milhão de inscritos, apenas 0,066% eram deficientes, e fizeram a prova em condições
especiais. Essa baixa presença no ensino superior, segundo especialistas, é reflexo da precariedade do atendimento a essas pessoas desde as
primeiras fases da educação, além da falta de informação dos pais e de toda a sociedade, pois precisam de orientação especial desde a escolarização inicial, pois dependendo do caso, o início inadequado pode dificultar o desenvolvimento educacional da criança. Segundo o Conade (Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência), nos últimos anos, o nível de informação sobre os problemas enfrentados pelos deficientes melhorou, mas ainda são necessárias campanhas de conscientização.
Passou-se de uma visão assistencialista ou a que pretendia isolar o deficiente para uma perspectiva de inclusão social. A Fernandez e colaboradores, fisioterapeutas do Hospital Central de Asturias, no estado de Oviedo, Espanha, acompanharam a vida
escolar de 281 pessoas que sofreram amputações. As mulheres solteiras entre os amputados eram porcentagem superior a população em geral (p<0,05). Entre os homens com amputação,
em relação a população geral, havia uma maior porcentagem de alunos do nível primário de educação (p<0,001), também menor proporção ainda em relação ao nível secundário (p<0,001). Mas entre os amputados, não havia diferença entre os homens e mulheres a nível universitário, com a população em geral. Os homens com amputação tem um desemprego maior do que as mulheres.
Fonte: Prosthet Orthot Int. 2003 Apr;27(1):11-6

 

 

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