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Psicologia
Gingo Biloba na doença de Alzheimer
As indicações mais comuns da gingo biloba (Gb), uma planta de origem da Ásia, é o tratamento e a prevenção das condições médicas relacionadas ao envelhecimento, em particular para melhorar a memória, e as funções cognitivas (intelectuais), bem como no tratamento de labirintopatias (zumbidos e vertigens) e cefaléias. Na Europa (particularmente França e Alemanha) e nos Estados Unidos, os extratos de Gingo Biloba figuram
entre os produtos botânicos mais comercializados, embora nem sempre sob a fiscalização de agências reguladoras de saúde e de produção de medicamentos. A inconstância dos achados dos estudos clínicos que avaliaram a eficácia da Gb, em transtornos (demênciais) tem sido interpretada
com base em limitações metodológicas, e também na gravidade da demência das amostras selecionadas. A partir da constatação da ineficácia Gb na demência grave, o foco dos estudos mais
recentes voltaram-se para os estágios iniciais da Doença de Alzheimer. Estudo multicêntrico conduzido em 1997 surgiu que o tratamento com Gb 120 mg/dia por 52 semanas, proporcionou benefícios modestos, porém objetivamente detectáveis por testes, em pacientes com demência de Alzheimer e demência vascular em graus variáveis de gravidade clínica, com deficiências cognitivas muito leves ou leves. Estudo de meta-análise recente realizado por J.Birks e
colaboradores, gerontologistas da Universidade de Bristol, Inglaterra avaliaram os trabalhos relevantes sobre a eficácia e a tolerabilidade da Gb, no comprometimento cognitivo e na demência.
Foram incluídos os ensaios clínicos realizados até junho de 2002, sob condições metodológicas adequadas, e constataram que não são observadas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos que tomaram Gb, e placebo no que diz respeito aos eventos adversos. Mas quanto à eficácia da Gb, os autores dessa revisão da Medicina Baseada em Evidências, tiveram a impressão clínica global que existem benefícios associados ao uso de Gb em doses inferiores
a 200 mg/dia por 12 semanas (p < 0,0001), ou em doses superiores a 200 mg/dia por 24 semanas (p = 0,02). Parâmetros cognitivos, de atividades da vida diária e humor também apontam a superioridade da Gb, em relação ao placebo nas duas faixas de dosagem após 12, 24 e 52 semanas. Os autores concluíram que a Gb é uma droga aparentemente segura, e sem efeitos adversos significativos em comparação ao placebo, e que existem evidências de que a Gb pode proporcionar algum benefício cognitivo e funcional.
Entretanto, alguns estudos metodologicamente adequados apresentaram resultados inconsistentes, questionando a indicação
da Gb no tratamento dos transtornos cognitivos.
Fonte: Cochrane Database Syst Rev. 2002;(4):CD003120

 

 

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