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Educação Física
Coração, natação e hidroginástica
Eis os sinais a beira de um ataque do coração: sensação de opressão no peito, dor no lado esquerdo ou no meio do peito, que pode irradiar para o pescoço e para o braço esquerdo, suor frio e intenso, desconforto acompanhado de tontura,
desmaio, sudorese, náuseas e falta de ar. Não se deve negligenciar esses sinais clínicos, mesmo que
sejam breves, quando se apresentam num período do dia, principalmente ao despertar, depois da prática de um esforço, de uma atividade esportiva ou após a atividade sexual. O ataque cardíaco, ou infarto agudo do miocárdio (IAM), é um episódio que chega a acometer 300 mil brasileiros a cada ano (dados da Sociedade Brasileira de
Cardiologia). Os homens têm mais que o dobro de chances de sofrer um infarto em relação às mulheres. Entretanto, depois do período
da menopausa, as chances se igualam. Além disso, pessoas da raça negra também são mais redispostas a sofrer um ataque do coração. Os fatores que predispõem a pessoa a sofrer um infarto são hereditariedade, obesidade, sedentarismo, hipertensão, diabetes, fumo, e altos níveis de colesterol e triglicérides. K.Meyer e colaborador da Universidade de Berna, Suíça, afirmam que não há consenso sobre a influência adequada da natação, e da hidroginástica na recuperação dos pacientes que tiveram infarto.
Usando um sofisticada técnica de medição os autores constataram: 1) Nos pacientes com infarto do miocárdio moderado e severo, com a imersão da cabeça na água e mesmo na posição supina do corpo boiando na água, os exames mostraram um aumento da atividade cardíaca que resultaram no aumento da pressão pulmonar, nas pressões capilares do pulmão. Durante a natação de baixa velocidade (20-25 m.min(-1) as pressões assinaladas eram mais elevadas, do que durante o exercício ergométrico com uma carga de sobrecarga ventricular de 100 W; 2) Não houve nenhuma mudança que ocorreu nos pacientes com insuficiência cardíaca severa, para quem imergia
até o pescoço; 3) O bem estar do paciente foi mantido, apesar da deterioração dessas alterações hemodinâmicas. Os autores recomendam cuidado ao fazer esse tipo de exercício, quem já teve infarto ou insuficiência cardíaca.
Fonte: Med Sci Sports Exerc. 2004 Dec;36(12):2017-23

 

 

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