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Reumatismo
Endometriose, infertilidade e dores
As estatísticas de casos de infertilidade mostram que cerca de 20% dos casais apresentam o problema, dividido entre dificuldades do homem, da mulher, ou dos dois. Uma pequena parte do problema é de natureza congênita, originário má-formação de órgãos. As doenças sexualmente transmitidas, são responsáveis por 30% dos casos de infertilidade feminina, que muitas vezes só podem ser superados com a utilização da fertilização assistida. Estudos científicos em vários países vêm mostrando de forma cada vez mais clara, o impacto negativo das drogas sobre os órgãos sexuais/reprodutivos, e também sobre outras partes do corpo humano. Uma recente pesquisa americana, mostra a perda de
mobilidade dos espermatozóides dos fumantes de maconha, fato que pode torná-los estéreis. Efeitos mais sérios ocorrem com o uso de drogas pesadas, e mesmo o consumo exagerado e o abuso de álcool na juventude podem provocar alterações significativas na saúde reprodutiva do adulto.
Uma doença feminina, chamada de endometriose, que atualmente está sendo bastante estudada, causa dores generalizadas em 99% das portadoras, e em 41% causam infertilidade.
N. Sinaii e colaboradores, pesquisadores, em reprodução humana da cidade de Bethesda, estudaram 3.680 mulheres com endometriose,
diagnosticadas cirurgicamente grupo A. Os autores compararam as queixas desse grupo A com os achados estatísticos da população americana em geral, que foi considerado como grupo B. O grupo A tinha hipotiroidismo 9,6% versus 1,5%, do grupo A (P < 0,0001), fibromialgia 5,9% do grupo A versus 3,4% do grupo B, (P < 0,0001), síndrome da fadiga crônica, 4,6% do grupo A versus 0,03% do grupo B, (P < 0,0001), artrite reumatóide, 1,8% versus 1,2% do grupo B (P = 0,001), lúpus eritematoso sistêmico, 0.8% do grupo A versus 0,04% do grupo B, (P < 0,0001), Síndrome de Sjogren, 0,6% do grupo A versus 0,03% do grupo B, (P < 0,0001) e esclerose múltipla ,0,5% do grupo A versus 0,07% do grupo B, (P < 0,00001), mas não tinham hipertiroidismo ou diabetes. Alergias e asma estavam presentes no grupo A em 61%, (P < 0,001) e 12%, (P < 0,001)
respectivamente. Mas fibromialgia, em 88%, do grupo A comparada a 18% do grupo B, somente nas mulheres (P < 0,001); a síndrome da fadiga crônica em mulheres 25%, do grupo A e 5% do grupo B só de mulheres (P< 0,001).
Fonte: Hum Reprod. 2002 Oct;17(10):2715-24

 

 

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