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Osteoporose
Cortisona e Osteoporose
A cortisona é uma poderosa medicação anti-inflamatória. Os medicamentos que contém cortisona são chamados de corticosteróides, e
utilizados por diversas especialidades médicas. Os seus efeitos benéficos podem ser transmitidos em todas as formas de apresentação,
comprimidos, pílulas, pomadas, aerosol e na forma injetável. Dependendo das moléstias devem ser utilizados em doses pequenas, porém por períodos prolongados. Então essa classe de medicamentos trazem uma série de efeitos colaterais, com conseqüências desastrosas para o paciente. A
osteoporose, acomete entre 30 e 50% dos usuários de modo continuado e corticóides. A osteoporose e a franqueza dos ossos que geralmente ocorre depois da menopausa na mulher, e depois de 65 anos no homem. Essa é chamada de osteoporose primária. A osteoporose induzida por corticóide, é chamada de osteoporose secundária. É muito comum com o uso prolongado da droga. Sabe-se que este efeito está diretamente relacionado à dose e ao tempo de uso, podendo ser potencializado por outros fatores, tais como:
tabagismo, doença de base (reumatismo, eczemas, doenças pulmonares, etc...) que usam cortisona e outras medicações (heparina, fenitoína). A parte do osso trabecular, é a mais afetada, principalmente nos corpos vertebrais, colo do fêmur, rádio, distal, e arcos costais e por isso
sofrem fraturas com traumas mínimos. A causa da osteoporose-corticóide induzida não pode ser explicada por um único fator. Há também a interferência na homeostasia do cálcio,
alterações na ação dos hormônios sexuais, influência nos componentes celulares que participam na formação óssea. Os esteróides ocasionam diminuição na absorção intestinal do cálcio da dieta, relacionado também a ação da vitamina D. Também, agem em nível renal, levando a inibição da reabsorção tubular de cálcio e conseqüente hipercalciúria. Os corticites também acarretam um aumento nos níveis séricos de PTH
(hormônio da paratiróide), com iperparatireoidismo secundário. Os corticites diminuem os níveis circulantes de estradiol, estrona, sulfato de hidroepiandrosterona, androstenediona e progesterona, devido à inibição em nível hipofisário e gonadal, sendo evidente em ambos os sexos e contribuindo assim, para perda de massa óssea.
E.V.Loftus e colaboradores da Clinica Mayo, acompanharam 273 pacientes com colite ulcerativa, que tomavam cortisona e que foram
operadas do intestino, grupo A, que compararam com igual número de pessoas com colite e não tomavam cortisona, nem foram operadas
grupo B. As pessoas do grupo A depois de uma média de 13 anos, 40% apresentaram fraturas ósseas pela osteoporose versus 42% do grupo B (P=0,615). Os autores afirmam que esses paciente, fizeram um tratamento preventivo
com hormônios estrogênicos, que ajudaram na proteção contra fraturas ósseas.
Fonte: Clin Gastroenterol Hepatol. 2003 Nov;1(6):465-73

 

 

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