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Reumatismo
Leucemia e dores articulares
Vários artigos científicos vem chamando a atenção de médicos e pediatras, queixas músculo-esqueléticas que são manifestações iniciais freqüentes das leucemias agudas, e devem ser consideradas no diagnóstico diferencial da dor em membros e das artrites agudas ou crônicas da infância. Os exames laboratoriais podem ser inicialmente normais, tornando ainda mais difícil esta diferenciação. Em 61 crianças, 38 (62%) apresentaram dor músculo-esquelética no início da doença. Artrite foi observada em 8 casos (13%). A média de articulações acometidas foi 2,5 (variando de 1 a 6), sendo as mais acometidas os joelhos, os tornozelos e os cotovelos. O principal exame que chama a atenção dos médicos, que levantam essa hipótese é o hemograma completo, pois nesses 61 casos, 3 pacientes (4,9%) apresentavam hemograma normal, 54 (88%) hemoglobina baixa (em 6 pacientes foi a única alteração), leucopenia em 14 (22%), leucocitose em 26 (42%), e plaquetopenia em 46 (75%) pacientes. Oito pacientes (13%) mostravam blastos em sangue periférico. Marcos B. Viana e colaboradores, do Serviço de Hematologia e do Departamento de Pediatria, Universidade Federal de Minas Gerais estudam a sobrevida de crianças com leucemia mielóide aguda antes e após introdução da droga etoposida na fase de indução da remissão.
Estudo com 83 crianças portadoras de leucemia mielóide aguda, com o tempo mediano de seguimento de cinco anos. As taxas de remissão iniciais foram de 40% com outras drogas, e 66% após a adoção do protocolo com etoposida (p = 0,11). Recidivas ocorreram em 22 casos, todas medulares. Crianças abaixo de seis anos de idade, tiveram prognóstico significativamente pior. Gênero, leucometria inicial e estado nutricional não influenciaram o prognóstico.
Fonte: J Pediatr (Rio J).Nov/Dez 2003;79(6):489-97

 

 

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