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Reumatismo
Reparação celular embriões e idosos
As células-tronco embrionárias são células que existem nos embriões, que tem uma ampla potencialidade de desenvolver vários tipos de células e tecidos. Acreditava-se que uma célula embrionária já tinha em si, no seu DNA, parte do núcleo genético a potencialidade definida. Isso significa que uma célula que estava diferenciada para ser uma célula nervosa, só podia ser uma célula nervosa, células-tronco embrionárias, tem uma capacidade pluripotencial porque pode se diferenciar em centenas de outros tipos de célula do corpo. Essa capacidade pode ser ter grande potencial para contribuir no tratamento de doenças degenerativas, como o mal de Parkinson. Doenças do coração, doenças da cartilagem etc... A idéia básica é que essas células precisam reprogramar o tecido ou as células doentes, através de um cultivo por longos períodos no laboratório. Precisa-se uma grande quantidade de células, que implicam na destruição de embriões humanos. Esses embriões que são considerados seres humanos. Uma reação contra as células-tronco embrionárias, partiu sobretudo de grupos religiosos e de outros setores sociais, que engajados na luta antiaborto, não aceitam a destruição dos embriões (como diz a Lei de Biossegurança de 1995, que eles sejam usados "como material biológico disponível"), sob o argumento de que já são vidas humanas. Um dos argumentos mais usados pelos cientistas, é que há milhares de embriões congelados nas clínicas de reprodução assistida, de todo o mundo, inclusive no Brasil. Esses embriões, provavelmente nunca serão usados por seus "pais". Entretanto, essas pesquisas que poderiam salvar vidas seria eticamente melhor do que mantê-los congelados.
Para complicar o problema ético, a obtenção de células-tronco embrionárias faria mais sentido se acoplada com outra técnica polêmica, a clonagem. A idéia é produzir embriões clonados dos próprios doentes, pois as células-tronco obtidas carregariam o mesmo patrimônio genético do paciente, e não causariam rejeição, no caso de serem aplicados nos tecidos já danificados pela doença. S.Marlovits e colaboradores, ortopedistas da Universidade de Viena, na Áustria fizeram uma experiência com células da cartilagem de 10 pacientes idosos (idade média de 84 anos). Transferiram células em boas condições da cartilagem articular para uma cultura em laboratório, com boa nutrição, conseguindo obter em 90 dias uma boa condrogenese em camada linear (ou seja a produção de células jovens-condrocitos), que teoricamente teria a capacidade de regenerar a cartilagem danificada. O exame no microscópio eletrônico revelou que esses condrócitos, são bem diferenciados e metabolicamente muito ativos produzindo uma matriz extracelular formada de uma rede consistente de fibrilas de colageno em forma cruzada. Essa série de pesquisas abre um novo capítulo na recuperação das articulações danificadas na cartilagem.
Fonte: Tissue Eng. 2003 Dec;9(6):1215-26

 

 

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