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Educação Física
Caminhada e Demência
Existem alguns estudos que mostram a inatividade física pode estar relacionada com a presença clínica de demência. Mas não sabemos se essa associação inclui a prática de uma atividade de baixa intensidade, tal como se constituem as caminhadas recreativas. Robert D. Abbott e colaboradores, epidemiologistas da Universidade de Virgínia em Charlottesville examinaram a associação entre caminhada, e futuro risco de surgir a demência em homens idosos. O chamado Estudo Honolulu-Ásia do Envelhecimento (Honolulu-Asia Aging Study) é prospectivo, ou seja foi avaliada a distância de uma caminhada por dia em 1991 a 1993 em 2257 homens, fisicamente capazes com idades variando entre 71 e 93 anos. Esse conjunto de homens teve dois exames neurológicos em 1994-1996, e repetido em 1997-1999 para verificar se estavam sofrendo de demência (nas 3 principais formas: demência total, doença de Alzheimer e demência vascular).
No decorrer dos anos de acompanhamento, foram identificados 158 casos de demência (o que dá uma incidência de 15,6 casos /1000 pessoas/ano). Após o ajuste para idade, os homens que caminhavam o mínimo (<0,25 milhas/dia) tinham uma chance de ter demência de 1,8 vezes maior em comparação com aqueles que caminhavam mais que duas milhas/dia (17,8 vs. 10,3 casos/1000 pessoas/ano; risco relativo [RR]: 1,77; intervalo de confiança [IC] de 95%: variando de 1,04-3,01). Em comparação com os homens que caminharam mais ainda (>duas milhas/dia), um risco relativo de demência também foi muito menor do que aqueles que caminharam 0,25 a uma milha/dia (17,6 vs. 10,3/1000 pessoas/ano; RR: 1,71; IC 95%: 1,02-2,86). Deve-se também analisar a possibilidade que quantidades limitadas de caminhada já poderiam ser resultado de um declínio na função física devido à demência pré-clínica. Os autores concluíram que a caminhada mais demorada está associada com um risco menor de surgir a demência, e que a qualidade de vida em homens fisicamente ativos, poderia ajudar a manter e a estimular a função cognitiva em fases tardias da vida.
Fonte: JAMA. 2004 Sep 22;292(12):1447-53

 

 

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