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Psicologia
Demência, agitação e dor
A medicina classifica como demência (termo que nada tem a ver com loucura); a perda progressiva da memória associada ao envelhecimento. A incidência de quadros demência aumenta com a idade: aos 70 anos, já cometem entre 10% e 15% da população; aos 90 anos, entre 50% e 60%.
Doença de Alzheimer é a mais freqüente das demências. As primeiras manifestações da doença de Alzheimer são caraterizadas por pequenos
lapsos de memória, que podem passar despercebidos durante anos, até a pessoa esquecer o endereço de casa. A característica da doença de Alzheimer no cérebro é a presença das placas no sistema nervoso de uma substância amorfa. A Conferência Internacional sobre Prevenção da Demência, realizada Junho 18-21, 2005, em Washington continuou como hipótese de que as atividades intelectuais e o nível de escolaridade, criaria uma espécie de reserva cognitiva passível de ser utilizada na velhice. Resta confirmar que cada ano de escolaridade formal reduziria o risco de desenvolver Alzheimer em 17%, mas isso não se confirmou na análise de 130 cérebros de pessoas com mais instrução, nessas a doença só se manifestava quando eram encontradas cinco vezes mais placas do que nos
outros. Inquéritos populacionais encontraram maior prevalência de demências entre os analfabetos, e os que não haviam concluído o primeiro grau. Não apenas a leitura, mas passatempos como a montagem de quebra-cabeças ou a prática de palavras cruzadas são atividades capazes de proteger o cérebro. Entretanto, ao assistir televisão aumenta a probabilidade de surgir o Alzheimer. O exercício físico é capaz de deixar o cérebro mais resistente, contra a doença. Os resultados são inequívocos: quanto maior o tempo gasto em atividades físicas, como andar (principalmente), mais lento o declínio da capacidade cognitiva. Isso porque o exercício físico melhora o fluxo sangüíneo cerebral através da formação de novos capilares no córtex-área essencial para a cognição, e induz a produção de proteínas que estimulam o crescimento, favorecendo a formação de novas conexões entre os neurônios. C. G.Zieber e colaboradores do Hospital de Alberta, do Canadá, estudaram 58 residentes em casa de repouso para idosos com um moderado a grave grau de deficiência cognitiva foram feitas avaliações da presença da dor e da agitação. Foram aplicados dois testes : Pittsburgh Agitation Scale (PAS); e para a medida da dor Discomfort Scale for Dementia of the Alzheimer s Type (DS-DAT). Resultados: Houve um relacionamento de moderado a forte entre as contagens totais da agitação constatado nas contagens dos scores do PAS, e as contagens totais da dor do DS-DAT (r=0,51, P<0,01). Os autores concluem que determinados pacientes com demência, o teste PAS pode permitir a avaliação da agitação e de uma dor, que o paciente não sabe informar a pessoa, não tendo outra maneira de se comunicar.
Fonte: Int J Palliat Nurs. 2005 Feb;11(2):71-8

 

 

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