Você está aqui: Home › Colunas › Reumatismo
Reumatismo
Anticorpo antifosfolípide e trombose
Pesquisa da cardiolipina, no soro dos pacientes que tem Lúpus Eritematoso Sistêmico, é um teste útil no diagnóstico da síndrome do anticorpo antifosfolípide primária ou secundária, e deve ser sempre solicitado em conjunto com a pesquisa do anticoagulante lúpico. Anticorpos anticardiolipina podem ser também detectados após infecções virais, ou mesmo ser induzido por drogas, mas os títulos são menores. Quando existe forte evidência clínica do paciente ser portador da síndrome, quer seja primária ou secundária por ingestão de
medicamentos (hidralazina, procainamida, interferon, clorpromazina, quinidina, fenitoína, vários antibióticos, etc...) e a pesquisa de
anticardiolipina for negativa, obrigatoriamente deve ser realizada a pesquisa do anticoagulante lúpico. Em 80% dos casos de pacientes
portadores da síndrome do anticorpo antifosfolípide, ambos os testes são positivos, mas nos restantes 20% dos casos a positividade pode ser somente observada em uma ou outra pesquisa.
Os anticoagulantes lúpicos - LACs (assim como os anticorpos anticardiolipina - ACAs) são imunoglobulinas antifosfolipídicas heterogêneas, das classes IgG, IgM ou IgA, que interferem nos testes de coagulação fosfolipídes-dependentes. LACs e ACAs não são os mesmos anticorpos e podem ocorrer independentemente. Na vigência de suspeita clínica, ambos devem ser pesquisados.
Estes anticorpos podem ocorrer em duas síndromes intimamente relacionadas, porém, clínica, bioquímica e laboratorialmente distintas: a Síndrome Antifosfolipídica Primária e a Síndrome Antifosfolipídica Secundária. Ambas síndromes estão associadas a manifestações tromboembólicas (venosas, arteriais e de microcircuação) em qualquer tecido ou órgão, e complicações da gestação (abortos espontâneos de repetição, morte fetal, nascimento de prematuros). Deve-se lembrar que tanto a LAC e ACA ( juntos ou separadamente) podem estar presentes em indivíduos normais sem doença de base. Indivíduos portadores de patologia de base, doenças malígnas e pós-infecções virais (HIV), bacterianas (amigdalite inespecífica) ou parasitárias. P.L.Meroni e colaboradores, clínicos da Universidade de Milão, Itália, afirmaram que o grande problema na síndrome antifosfolípide e prevenção secundária, ou seja depois que o paciente já teve o tromboembolismo, como evitar novo episódio. Quanto tempo usar a terapia anticoagulante
oral? Existem muitas dúvidas em relação a quantidade e a intensividade da anti coagulação. Os autores defendem a idéia que deve-se individualizar o tratamento de acordo com os riscos individuais do paciente para ter sangramento pelo excesso ou nova trombose pela escassez.
Fonte: Lúpus 2003;12(7):504-7

 

 

Veja mais em "Reumatismo" [veja todos]

:: Apoio



:: Facebook

facebook

Desenvolvimento : Dexter's