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Psicologia
Cresce consumo de cigarros entre jovens
No Brasil o consumo precoce do cigarro, preocupa cada vez mais as autoridades e os profissionais de saúde. A pesquisa Vigilância de Tabagismo em Escolares foi criada em 1998, e vem sendo feita em todos os países do mundo para se obter informações sobre o consumo de cigarros entre os
jovens, e que faz parte de um estudo mundial desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde para monitorar o tabagismo em estudantes de 13 a 15 anos, idade média de início do uso do tabaco.
No Brasil esse projeto chama-se Vigescola, e foi realizado em nove capitais do Brasil em 2002 e em três em 2003. Um deles é o que revela o percentual de estudantes que experimentaram cigarro até os 13 anos de idade. O índice de meninos que provaram antes dos 11 anos em Vitória é de 39%, em Boa Vista é de 38%, em Curitiba é de 34% e em Goiânia chega a 31%. Esses dados revelam que um terço dos adolescentes estão experimentando cigarro antes dos 12 anos. Os dados são um sinal de alerta, pois quanto mais cedo o jovem começa a fumar maiores são as chances de desenvolver a dependência ao tabaco. Em Palmas, Porto
Alegre e Goiânia o percentual de estudantes que fumaram mais de 100 cigarros na vida - padrão de dependência definido pela OMS para a população geral - varia entre 35% e 41%. No país, mais de 75% dos adolescentes que fumam compram cigarro sem nenhuma repressão nos pontos de venda. Em relação à mídia e à propaganda, do percentual de alunos que viram anúncios a favor dos cigarros nos últimos 30 dias,
Porto Alegre se destacou com 87%. Em seguida vem Curitiba com 84%, e Goiânia com 81%.
Atualmente está proibida a divulgação de propagandas na televisão e nas revistas, mas não nos pontos de venda. Outro destaque da pesquisa é o dado que mostra o percentual 12 a 14% dos estudantes que tiveram cigarros oferecidos por
distribuidores de empresas de tabaco. O alto índice de estudantes com pais fumantes também foi
considerado alto na Região Sul, Porto Alegre (RS) se destaca nessa estatística com 66,4%. O Vigescola mostra que em geral, a prevalência de experimentação de cigarros é maior no sexo masculino do que no sexo feminino, em quase todas as capitais. Apenas em Curitiba e Porto Alegre, houve uma inversão dessa relação. Constatou-se que as meninas do Sul fumam mais.
Acredita-se que esse aumento está relacionado ao fato da plantação de fumo, ser predominante no Sul do Brasil. O alto poder aquisitivo da região também é considerado um fator de influência para o aumento. O resultado da alta prova de cigarros por meninas no Sul também foi percebido, em outros países semelhantes ao Brasil em termos de nível de desenvolvimento econômico. No México, por exemplo, a realização dessa mesma pesquisa
em 14 cidades apontou que nas regiões mais desenvolvidas as meninas estão se equiparando ou até mesmo experimentando mais cigarro do que os meninos. P.Fagan e colaboradores, do Tobacco Control Research Branch dos E.Unidos, afirmaram que começar fumar na adolescência tardia perto dos 21 anos que deixa o jovem mais propenso ao vício de fumar.
Fonte: Addict Behav. 2005 Mar;30(3):517-29

 

 

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