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Ortopedia
Acidentes na medula nervosa
A medula espinhal, fica localizada dentro da coluna vertebral, que é um estonjo ósseo que a protege de acidentes. A medula espinhal ou nervosa tem a importante função de estabelecer comunicação entre o cérebro e o restante do organismo, por meio dos nervos motores e sensitivos que existem em seu interior. Os traumatismos nessa região causam alterações ósseas da coluna, e também
nervosas da medula, que são os Traumas Raquimedulares (TRM) com lesões que podem causar complicações graves. A paraplegia, paralisia de movimentos e de sensibilidade das pernas, ocorre quando há uma fratura nas vértebras torácicas, lombares ou sacrais, é uma secção da medula nervosas que se rompe parcial ou totalmente. Esse TRM grave pode imobilizar as pernas impedindo seu movimento, sensibilidade e comprometendo parcialmente o tronco. Na tetraplegia, a secção, o corte na medula acontece na altura das vértebras cervicais, paralisando os quatro membros e o tronco. É o que aconteceu com o astro do cinema que interpretava o Super Homem, quando caiu do cavalo. Quando a medula é lesionada, diversas funções vitais são comprometidas, como a locomoção, sensibilidade, sexualidade e controle do sistema urinário e digestivo. Além de ocasionar profundas alterações no estilo de vida do paciente e comprometimento psicológico, o custo do tratamento é bastante elevado. Na periféria de São Paulo, por exemplo, as quedas de laje são a principal causa desses traumatismos. Em outros pontos do Sudeste, os acidentes com automóveis e armas de fogo são mais freqüentes. Já no Sul, as lesões são causadas principalmente por mergulhos em águas rasas. Além de afetar a medula, esses acidentes também podem promover lesões neurológicas. O tratamento em cerca de 50% dos casos é cirúrgico. Devido à gravidade dos traumas, as cirurgias normalmente são bastante longas, e representam altos custos em equipamentos, placas,
prótese e orteses, etc.., são seguidas de reabilitação demorada. No Brasil ainda existem poucos centros de reabilitação dos pacientes, em relação ao elevado número de casos. Entre eles, o Centro de Reabilitação da AACD e a Divisão de Medicina de Reabilitação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP). Uma das técnicas utilizadas nestes centros é a estimulação elétrica neuromuscular, que procura restaurar os movimentos, e a sensibilidade dos membros lesionados. P. A Narayana e radiologistas, da Universidade do Texas realizaram estudos experimentais com cobaias, provocando essas lesões graves na medula e depois acompanhando pela Ressonância Magnética o que acontecia na medula em 2 a 8 semanas depois do acidente. Nesse período as células nervosas da medula morrem por falta de sangue, deixando uma grande cavidade, que é preenchida com tecido nervoso viável. Ao surgir esse tecido há uma pequena melhora do quadro neurológico. No coto inferior ou caudal da medula as matérias cinzentas, formadas por neurônios começam a surgir, mas isso não ocorre no coto superior ou rostral. Quando surgem essa recuperação dos neurônios motores observa-se uma formação de vasos sangüíneos,
confirmando que a possível solução, e a recuperação dessas graves lesões sejam conseguidas com as células tronco colocadas no local da lesão logo depois do acidente.
Fonte: J Neurosci Res. 2004 Octob. 26; 22:121-125

 

 

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