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Ortopedia
Osteonecrose da cabeça femoral
Existem duas formas de osteonecrose, da cabeça femoral e no quadril. A forma mais comum é a traumática que á necrose avascular, necrose isquêmica ou necrose asséptica, como o próprio nome diz tem relação com a circulação da cabeça femoral. Nos EUA com 240 milhões de pessoas, surgem cerca de 10.000-20.000 novos casos,
a cada ano fazendo uma proporção com a população brasileira, temos cerca de 5.000 a 13.000 casos por ano. Muitos destes pacientes são jovens, por volta dos 30 anos de idade, ficam com destruição da cabeça femoral e com uma osteoartrose da articulação coxo-femoral. A identificação e o tratamento precoce não altera o resultado. O uso de corticosteróides é um fator de risco muito importante, para a forma necrose avascular, sendo responsável por até 25% dos casos. Cerca de metade dos pacientes, apresentam essa necrose bilateral. Outros fatores de risco incluem uso crônico de bebidas alcoólicas (>400mL por semana); Doenças do sangue, Doença de Gaucher, Lúpus, Coagulopatias, Hiperlipidemia, Transplante de Órgãos e Tireopatias. A necrose traumática resulta da interrupção direta do suprimento sangüíneo para a cabeça femoral, que fica deformada por ação de forças mecânicas aplicadas como o peso do corpo sobre o quadril. A radiografia simples pode ser normal, devendo-se preferir pela Ressonância Nuclear Magnética (RNM) nos pacientes suspeitos. O tratamento é cirúrgico, pois existem os riscos de progressão da doença em pacientes não-operados. Após a cirurgia, os pacientes devem ser mantidos em repouso relativo por 6-12 semanas, retomando gradualmente suas atividades diárias. O índice de sucesso do tratamento cirúrgico é de aproximadamente 70-80% nos pacientes operados precocemente; 90% dos pacientes com colapso da articulação coxo-femoral são submetidos ao implante de prótese total evoluem satisfatoriamente. K.H.Chiu e colaboradores, da Universidade de Hong Kong estudaram 75 quadris de 67 pessoas que tinham necrose avascular e foram operadas, colocando uma prótese total, quando tinham em média 63,7 anos. O seguimento foi em média de 12,8 anos (variando de 10 a 16,5 anos). Oito próteses de quadris, foram recuperadas num espaço de 5 a 14 anos depois da primeira cirurgia. A taxa da sobrevivência da prótese foi de 93,3% e 86% em 10 e 15 anos respectivamente.

Fonte: J Arthroplasty. 2005 Apr;20(3):275-81

 

 

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