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Coluna Vertebral
Disco intervetebral artificial para hérnias
Em poucos casos as hérnias de disco da coluna lombar, com o método cirúrgico mais comum consistia em eliminar a hérnia, e depois fazer uma imobilização da coluna, por meio de parafusos e placas, limitando alguns movimentos dos pacientes. Há 17 anos surgiu o disco artificial foi,
originalmente desenvolvido na clínica Charité, em Berlim (Alemanha); na metade dos anos 80. Essa nova técnica de substituição total de disco (chamado Charité), que utiliza um disco artificial tem vantagens sobre o método anterior, como a manutenção dos movimentos, e um custo 20% menor, quando comparado a um material importado de qualidade similar. Essa técnica já foi utilizada em 4 mil pacientes em todo o mundo. O disco artificial foi concebido para imitar o funcionamento do próprio disco do paciente. A operação de hérnia de disco da coluna, pela operação tradicional a satisfação dos pacientes eram de 60%, devido a problemas com a cirurgia de placas e parafusos. Com essa nova técnica, os pacientes têm demonstrado altos índices de satisfação, com a alta no dia seguinte. Após a cirurgia, os pacientes podem voltar às atividades cotidianas em 15 dias, sem a necessidade de um pós-operatório prolongado. A fisioterapia inicia cerca de quatro dias após a cirurgia. Aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA ? órgão americano de controle de medicamentos e alimentos); e com selo da Comunidade Européia, esse disco é desenvolvido e comercializado nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e em mais de 25 países da Europa, Ásia, África e América Latina.
E.H.Sariali e colaboradores, ortopedistas do Hospital Pitie Salpetriere de Paris, França fizeram um estudo retrospectivo comparativo do movimento na rotação axial no nível L4-L5, que foi realizado em 17 pacientes com os discos artificiais comparado com seis voluntários saudáveis. Cinco
pacientes fizeram uma prótese(disco); que foi colocado no nível L4-L5, e 12 receberam duas próteses(discos); colocado nos níveis em L4-L5, e em L5-S1. O seguimento variou de 10,8 a 14,3 anos (numa média 12,6 anos). As radiografias dinâmicas da rotação axial foram feitos usando um processo especial. Onze pacientes (65%) tiveram uma mobilidade normal na torsão, idêntica àquelas dos voluntários saudáveis, e seis (35%) tiveram uma mobilidade aumentada. Se somente um disco foi substituído, a mobilidade na torsão era idêntica àquela dos voluntários, com dois discos substituídos, 50% (6/12) dos pacientes teve uma mobilidade aumentada. No subgrupo da mobilidade normal, o alinhamento das vértebras era idêntico àquele dos voluntários. No subgrupo da mobilidade aumentada, o alinhamento das vértebras era diferente dos voluntários sadios, aumentados por aproximadamente 7 graus (P<0,001).
Fonte: Eur Spine J. 2006 Jan 21;1-10

 

 

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