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Ortopedia
Pessoas com necessidades especiais
Trabalho e pessoas com necessidades especiais
A Lei Federal de Cotas do Brasil (8.213/91), obrigam firmas com mais de cem empregados a ter no quadro de funcionários de 2% a 5% de deficientes. A efetivação dessa lei é agravada pela dificuldade de locomoção dos deficientes, inclusive agravada pela falta de estrutura pública de adaptação do metro, ônibus e locomoção no passeio público. Há um abismo entre a lei e o que é realidade do trabalho, pois essas pessoas não têm preparo técnico. Se a lei fosse baseada na prática, teria que estabelecer cotas diferenciadas, de acordo com ramos de atividade das empresas.
Dados da DRT-SP (Delegacia Regional do Trabalho) apontam que cerca de 45% das empresas privadas do Estado de São Paulo ainda não cumprem as cotas. Mas, até o momento, apenas 251 empresas foram autuadas pelo descumprimento da lei. Outra dificuldade é a aplicação do conceito de deficiente. O ideal seria definir apenas um conceito, válido para todos.
Apesar dos entraves na lei, na avaliação do governo, não é preciso alterar a legislação, existem cursos regulares e gratuitos, de capacitação profissional. Além das entidades, algumas firmas, em vez de reclamarem da falta de profissionais treinados, também tomaram a iniciativa de oferecer formação gratuita. Isso porque a sociedade inibe o desenvolvimento acadêmico do deficiente. Por isso, as firmas devem treinar antes de contratar. T.Partanen e colaboradores, do Instituto Finlandês Saúde Ocupacional coordenaram uma pesquisa em 16 países europeus reunido 1056 pacientes, com necessidades especiais e que se queixaram das mesmas dificuldades existentes no Brasil.
As autoridades desses países, afirmam que os organismo sociais devem fazer testes iniciais com o futuro empregado, e adaptá-lo a uma determinada tarefa, que depois de aprendida será melhor executada do que uma paciente normal.
Fonte: Prev Med. 2002 Sep;35(3):232-40

 

 

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