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Osteoporose
Menopausa e doença arterial periférica (DAP)
As mulheres que entram na menopausa devem tomar cuidado com o aparecimento da Osteoporose, mas existe uma série de outras alterações nessa época da vida das mulheres sadias. R.A Mangiafico e colaboradores, clínicos gerais da Univerdidade da Catania, Itália constataram a prevalência nas mulheres com osteoporose uma correlação com a doença arterial periférica (DAP) em uma população de mulheres na pós-menopausa. O índice tornozelo-braço é obtido através da medida da pressão arterial com Doppler, serve como indicador do eventual grau de comprometimento arterial. A presença de DAP foi avaliada pelo índice tornozelo-braço (ITB) em 345 mulheres osteoporóticas na pós-menopausa em ambulatório, e em 360 mulheres na pós-menopausa agrupadas por idade e raça, com base na comunidade, com densidade mineral óssea (DMO) normal (grupo controle). A DAP foi detectada em 63 das 345 (18,2%) mulheres osteoporóticas, e em 14 das 360 (3,8%) das mulheres do controle (p < 0,0001). Os valores médios do ITB foram significativamente menores no grupo osteoporótico que no grupo controle (0,98 ± 0,09 vs. 1,04 ± 0,06; p < 0,0001). Nenhuma diferença significativa nos fatores de risco cardiovascular (colesterol e frações); foi observada entre as pacientes osteoporóticas e os controles, ou entre as pacientes osteoporóticas com e sem DAP. As pacientes osteoporóticas com DAP tiveram menores escores-T de DMO do fêmur e colo do fêmur, que aquelas sem DAP (-4,2 ± 0,7 vs. -2,3 ± 0,7; p < 0,0001). Somente quatro pacientes com DAP (5,1%) tiveram claudicação intermitente (isso já é sinal que houve um entupimento de uma artéria das pernas. A pessoa anda um quarteirão e deve parar, pois sente intensa dor na panturrilha. Para de andar, para de doer, volta andar, volta doer. Na análise de regressão logística multivariada, os fatores independentemente associados com DAP dentre as pacientes osteoporóticas); foram: menor escore-T de DMO do fêmur e colo do fêmur (odds ratio (OR) = 0,20; intervalo de confiança (IC) de 95%: 0,05-0,70; p = 0,01); e pressão sangüínea sistólica (OR = 1,02; IC 95%: 1,00-1,03; p = 0,01). Os autores concluíram que este estudo mostra pela primeira vez, uma prevalência aumentada de DAP entre as mulheres osteoporóticas na pós-menopausa, com um menor escore-T de DMO do fêmur e colo do fêmur, sendo um preditor independente significativo. Os autores afirmaram ainda que os achados sugerem que uma avaliação do estado vascular deveria ser feita nas mulheres osteoporóticas na pós-menopausa, a fim de identificar as pacientes candidatas a tomarem medicação cardiovasculares terapêuticas e preventivas.
Fonte: J Bone Miner Metab. 2006;24(2):125-31

 

 

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