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Musicoterapia
Avaliação auditiva
A avaliação das alterações auditivas inicia-se pelo simples exame clínico, passando pela audiometria e terminando em complexas avaliações das respostas do cérebro a estimulações especiais (potencial evocado auditivo). A falta de tratamento correto pode retardar a cura de muitos processos benignos. A surdez devem ser sempre muito bem avaliadas pelos especialistas. Nos casos de surdez severa no idoso pode confundir as pessoas, pois ele passa a ser considerado confuso, ou mesmo considerado portador de distúrbios de comportamento. Tais situações podem levar a quadros de depressão, no idoso. A pessoa com diminuição de audição deve procurar informar sempre da sua situação, não hesitando em pedir que se repita as palavras não compreendidas, mas por vergonha, por não querer denunciar a sua surdez, passa a não atender ao telefone e não falar com as pessoas muitas pessoas, inclusive os idosos podem ter associado à surdez outros
sintomas: vertigem, náuseas, perda de equilíbrio.
A vertigem é uma sensação de forte tontura com início súbito, acompanhada de náuseas e/ou vômitos,sensação rotatória. Há também sensação de desequilíbrio. É freqüente o zumbido no ouvido. Pode ocorrer rápida perda de consciência (síncope). Em geral é desencadeada pelo movimento da cabeça. Acompanha com freqüência os distúrbios auditivos. O ouvido é o órgão da audição, e também do equilíbrio. Converte ondas sonoras em impulsos nervosos que ao atingirem o cérebro são interpretados como sons. O ouvido também contém o sistema vestibular que é responsável pelo equilíbrio, é acionado ao se movimentar a cabeça. A vertigem se deve a problemas do labirinto, estrutura sofisticada responsável pela manutenção do equilíbrio, que fica contida dentro do ouvido. Inúmeros fatores podem levar à vertigem, destacando-se na terceira idade: a insuficiência vascular cerebral, distúrbios metabólicos, tumor cerebral, otite, intoxicação por determinados medicamentos, infecções e traumatismo. Alguns distúrbios visuais, como erro de refração pode desencadear a vertigem. Os estados de grande ansiedade também podem levar à vertigem. Quando a vertigem se acompanha de diminuição da audição,e zumbido é conhecido como síndrome de Meniere. A vertigem é importante causa de quedas no idoso. No estudo da vertigem é sempre importante determinar se a causa é periférica (do ouvido, por exemplo)ou central (distúrbios circulatórios cerebrais). E.Aizen e colaboradores, geriatras e fisioterapeutas da Universidade de Haifa compararam asa condições auditivas de 84 pacientes idosos, que sofreram quedas com 84 que não sofreram quedas. Os pacientes estavam hospitalizados, e foram subdivididos em 3 categorias; os pacientes que estavam fazendo reabilitarão por AVC(grupo A), por cirurgia do quadril (grupo B), e outros tipos de reabilitação(grupo C). Os pacientes do grupo A e B a cadeira de rodas foi um dos maiores fatores de risco. Nos três grupos: vertigem e medicações anti-hipertensivos foram preditores de quedas. Os medicamentos antidepressivos, se tomados de forma descontinua foi um fator de risco fraco nos 3 grupos. Os autores concluem que existem diferentes fatores de risco nos grupos de idosos, que devem ser individualizados.
Fonte: Arch Gerontol Geriatr. 2006 Mar 24

 

 

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