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Ortopedia
Acromegalia é mais comum
A acromegalia,é uma doença hereditária que tem origem na hipófise, glândula que fica na base do cérebro. Um pequeno tumor benigno secreta com muito hormônio do crescimento, que provoca o crescimento descontrolado de órgãos, e partes do corpo, principalmente mãos, pés e membros superiores e inferiores. Geralmente apenas 60% dos pacientes com acromegalia são diagnosticados, e mesmo assim tardiamente. Isso porque, é uma doença que se instala lentamente, sem manifestar todos os sintomas de imediato. Entre os principais sintomas estão dores articulares, aumento de extremidades, espaçamento dentário e aumento do suor. O diagnóstico tardio traz graves conseqüências, como hipertensão arterial, cálculo renal, insuficiência cardíaca, aumento do colesterol e de triglicérides, apnéia do sono, diabetes e síndrome do túnel do carpo, podendo levar à morte. De 60% a 65% da mortalidade é causada por problemas cardiovasculares. As demais mortes devem-se a problemas respiratórios. A maioria dos pacientes passa de oito a dez anos, com a doença sem receber o diagnóstico. Dependendo do que sentem, as pessoas procuram o cardiologista, o ortopedista, reumatologista e ficam anos tratando os sintomas e não a causa. Quanto mais precoce o diagnóstico, menores as alterações faciais e corporais, as complicações cardíacas, pulmonares e endocrinológicas. Embora o Brasil ainda não disponha de estatísticas a respeito, a estimativa mundial da incidência da acromegalia, segundo estudos internacionais, é de aproximadamente três a quatro novos casos a cada um milhão de pessoas, por ano. A freqüência da doença é a mesma em ambos os sexos, sendo que a taxa de mortalidade é de duas a quatro vezes maior em relação à população geral, pois entre suas complicações estão as doenças cardiovasculares, respiratórias e câncer, que podem ser potencialmente fatais. Se tratada adequadamente, a acromegalia é controlada e os sintomas desaparecem. As opções de tratamento são cirurgia, radioterapia e tratamento medicamentoso. O excesso do hormônio de crescimento (GH) na acromegalia pode ser controlado, em muitos casos apenas com medicamentos. ?O tratamento primário com análogos da somatostatina, como a octreotida de longa duração ou de curta duração (subcutânea). A.F.Daly e colaboradores, da Universidade de Domaine em Liege, Bélgica faz uma revisão dos dados epidemiológicos sobre os tumores intracraneais, sendo que 10% são localizados na hipófise, são os adenomas, tumores benignos, mas chama atenção para o fato que nas autopsias, e nos exames de Ressonância Magnética de pessoas normais a incidência subiu para 14-23%. Cerca de 2,5% desses tumores encontrados na autopsia tem presença positiva para GH nos estudos histológicos. Nos estudos clínicos e epidemiológicos a acromegalia diagnosticada tem uma incidência menor de 36-69 pessoas por um milhão da população. Assim concluem os autores a incidência da acromegalia em cada país deve ser mais alta do que se previa.
Fonte: J Endocrinol Invest. 2005;28(11 Suppl):67-9

 

 

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