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Ortopedia
Acidentes Domésticos e invalidez
Os acidentes domésticos figuram entre as principais causas de morte na faixa etária de zero a quatorze anos, além de darem origem a invalidez em inúmeros jovens. Estima-se que para cada criança que morre por um acidente doméstico outras 900 podem sofrer seqüelas, incluindo invalidez permanente. Os relatórios da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) demonstram que entre 1985 e 1993, ocorreram 2.916 mortes de crianças com menos de um ano por acidente no Estado de São Paulo. Esse pode ser um número sub-estimados, pois os pais costumam esconder as notificações de acidentes. De acordo com especialistas em saúde pública, os acidentes mais comuns envolvendo crianças são provocados por quedas, armas de fogo, afogamentos, engasgos, queimaduras, envenenamentos, sufocação e falta de
segurança no transporte. (como levar as crianças no banco da frente dos carros, no colo das mães e o que é pior, sem o cinto de segurança). Os maus tratos, brigas, abusos sexuais e queimaduras, são muito freqüentes. A queda da cama ou do trocador de fraldas são causas importantes de morte acidental, com poucos relatos por parte dos pais. Em 63% dos casos, os acidentes acontecem em casa ou na de parentes. A escola é o segundo local dos acidentes infantis (15%), em seguida a rua, onde ocorrem 11,1% dos casos. A grande maioria dos acidentes acontece na presença da mãe, quando o comportamento das crianças muda muito na presença materna, muitas vezes visando chamar a atenção de uma mãe em geral também ocupada com outros afazeres domésticos. A prevenção dos acidentes na infância pode e deve ser instituída. O termo "acidente" implica a sua imprevisibilidade, e embora seja certo que as lesões não tenham maior probabilidade de ocorrer do que as doenças, estar atento para as situações de risco pode evitar perdas irreparáveis. Medicamentos, aparelhos, escadas, produtos químicos, devem ser rotulados e ser preocupação constante dos pais de filhos menores. A.Carlsson e colaboradores, enfermeiros da Universidade de Malmo, na Suíça fizeram um estudo interessante com pais de crianças com 10 meses de idade registradas em 10 distritos de Saúde nessa cidade. Os pais das crianças tiveram aulas com as enfermeiras desses Postos, para serem alertadas sobre os perigos em casa, no transporte e na rua dos perigos de crianças dessa idade sofrerem acidentes. As aulas foram para o casal e levaram 90 minutos de preleções. Passado um período, as enfermeiras constataram o número de acidentes ocorridos estava em proporção das condições sócio-econômicas dos pais, e do grau de instrução escolar. Os pais mais negligentes são os pobres com uma escolaridade inferior a 12 anos de freqüência a escola. Também foi um fator de freqüência de pacientes os imigrantes recém vindos, porém com menor influência comparado aos dois fatores apontados.
Fonte: J Child Health Care. 2006 Jun;10(2):149-59

 

 

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