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Fisioterapia
Idosos e dependência
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 1950 e 2025, no Brasil, o número de pessoas com 60 anos ou mais deve aumentar 15 vezes, enquanto a população total cinco. O país ocupará o sexto lugar em idosos, alcançando, em 2025, cerca de 34 milhões de pessoas na terceira idade. Em 1900, a expectativa de vida era de 33 anos. De 1960 para 1980, essa expectativa ampliou-se para 63 anos, foram acrescidos vinte anos em três décadas, segundo o IBGE. Em 2020, deve ser de
73 anos e as projeções, para 2025, permitem supor que a expectativa média de vida do brasileiro estará próxima dos 80 anos. Essa mudança se deve a melhoria na qualidade de vida, melhor condições sanitárias, alimentares, ambientais e avanços na infra-estrutura básica. Também se deve a conquistas da Medicina, como assepsia, vacinas, antibióticos, quimioterápicos e exames, que permitem prevenir ou curar doenças, antes fatais. Esse conjunto de medidas provocaram queda da mortalidade infantil, e aumento da expectativa de vida. Os idosos são mais vítimas de derrames cerebrais e infartos. São mais vulneráveis a doenças crônico-degenerativas, como as cardiovasculares, de maior mortalidade e morbidade, em especial, as coronarianas, responsáveis por 70% dos óbitos. As doenças mais comuns, que levam à morte, são as respiratórias, endócrinas, do aparelho digestivo, infecciosas e tumores. Estudos mostram que 85% dos idosos apresentam pelo menos uma doença crônica. Na maioria das vezes ligadas a dificuldade de locomoção e doenças nas articulações,
ossos e músculos e 10% têm, no mínimo, cinco.
O envelhecimento saudável preserva a capacidade
funcional, a autonomia e a qualidade de vida, superando o simples diagnóstico e tratamento de doenças articulares ou também chamadas de reumáticas. O atendimento médico deve valorizar a autonomia e preservar a independência física e mental da pessoa na Terceira Idade. As doenças físicas e mentais podem levar à dependência e, conseqüentemente, à perda da capacidade funcional. H.Gilmour e colaborador, epidemiologista do governo Canadense, realizaram um levantamento estatístico entre a população acima de 65 anos de idade que viviam em lares
para idosos governamentais. Estudou dois itens, associação entre doenças crônicas e a dependência de outras pessoas para as atividades do dia-a-dia (ADL) e as atividades que são realizadas com muletas, cadeira de rodas e outros instrumentais para as atividades do dia-a-dia (IADL). A prevalência tanto da dependência ADL com
da IADL nas doenças crônicas aumenta com a idade. A dependência, IADL é mais freqüente que a dependência ADL, que é dependente de outra pessoa. Essas duas dependências ficam mais acentuadas quando surge um tipo de dor em qualquer parte do organismo. Quando não há dor então a dependência ADL com pessoas é mais freqüente nos casos de presença de artrite/reumatismo, diabetes e incontinência urinária, a dependência IADL com aparelhos ocorre mais nos diabéticos. Excluindo a dor crônica, o Alzheimer e outras demência e os efeitos do derrame cerebral(Acidente vascular cerebral) estão muito ligados a dependência dos dois tipos.....
Fonte: Health Rep. 2006;16 Suppl:21-31

 

 

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