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Osteoporose
Educação preventiva não funciona na osteoporose
Osteoporose é uma preocupação crescente de saúde pública, mas mesmo dando os medicamentos às pessoas, elas não fazem tratamento, ou as taxas são consideradas ótimas. D.H. Salomon e colaboradores, epidemiologistas da Faculdade de Medicina de Harvard, Boston fizeram um estudo em que procuraram avaliar, em um ensaio clínico controlado e randomizado, o efeito da intervenção proporcionada pelo envio de folheto educacional aos pacientes idosos sobre o conhecimento, as atitudes e os comportamentos de prevenção da osteoporose. Os pacientes incluídos no estudo foram 31 715 beneficiários de Medicare (seguro pago pelo governo) da Pensilvânia que participaram de um programa estatal de benefícios de medicamentos para pessoas idosas de baixa e média renda. Todas as pacientes com idade superior a 65 anos e todos os pacientes masculinos e femininos com antecedente de fratura óssea, ou longo tempo de uso de corticosteróide oral foram incluídos na análise do estudo. Aproximadamente metade dos pacientes (grupo de estudo-grupo A); foi aleatoriamente selecionada para receber três correspondências cujo objetivo era aumentar o conhecimento sobre osteoporose e aumentar atividades preventivas, como reposição de cálcio e vitamina D, reduzindo riscos de queda em casa, e obtenção de densitometria óssea e uso de medicações quando necessárias. Os demais participantes não receberam as correspondências e constituíram o grupo controle ou grupo B. Foi feito um levantamento em uma amostra de pacientes pertencentes ao grupo A-600 pessoas; e ao grupo B-600 pessoas para determinar os efeitos da intervenção sobre o conhecimento, as atitudes, a auto-eficácia (confiança na própria capacidade de realizar atividades específicas), e comportamento em relação à prevenção e ao tratamento de osteoporose. Vinte e seis pacientes faleceram durante o período de estudo, 636 dos 1185 pacientes restantes (54%) completaram o levantamento. Pacientes que responderam ou não ao questionário não diferiram significativamente com relação aos fatores sócio-demográficos avaliados. Todas as escalas apresentaram boa confiabilidade. Conhecimento de osteoporose foi geralmente muito bom e não diferiu significativamente entre os grupos, assim (média do grupo A =65% de respostas corretas); e (média do grupo B =67% de respostas corretas; p= 0,4). Susceptibilidade à osteoporose percebida pelo próprio paciente foi relativamente elevada e semelhante nos dois grupos (p = 0,4). Auto-eficácia para participação de prevenção e tratamento da osteoporose foi significante
nos grupos; (média do grupo A = 4,3 em escala 0 ? 5) e (média do grupo B = 4,2; p = 0,03). Em média, pacientes pertencentes ao grupo de intervenção relataram participar em 3,5 de seis atividades de prevenção de osteoporose, comparado a 3,4 no grupo controle (p = 0,5).
Os pesquisadores concluíram que, comparados a indivíduos do grupo B, intervenção educacional enviada por correspondência não se associou a maior conhecimento, susceptibilidade percebida ou realização de medidas preventivas entre pacientes idosos de risco elevado para osteoporose. O grupo A demonstrou pequeno aumento da auto-eficácia. Intervenções mais intensivas em relação aos pacientes ou relacionadas a outros aspectos do processo de cuidado podem ser necessárias para proporcionar redução de fraturas ósseas.
Fonte: Osteoporos Int. May 2006;17(5):760-7

 

 

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