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Psicologia
Fumo e gravidez
Dia 29 de agosto é o dia nacional de combate ao fumo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que em todo o mundo, há mais de 1 bilhão de fumantes e que o fumo devido aos seus malefícios, tem levado mais pessoas à morte do que outros vícios, como o álcool e outras drogas.
Muitas pessoas não atentam para a falta de qualidade de seu modo de vida, mas esse pode ser um dos fatores responsáveis pela dificuldade que alguns casais encontram em engravidar. Segundo a Organização Mundial de Saúde, de 10% a 15% dos casais brasileiros têm problemas para conseguir engravidar. Mundialmente, existem de 60 a 90 milhões de casais inférteis e uma das causas está associada ao fumo. A fumaça do cigarro provoca reações nos centros nervosos, e com isso, produz a degeneração das células cerebrais, a nicotina é um dos venenos mais ativos, por isso, com a nicotina aliada ao alcatrão levam o fumo a causar diversos outros males, entre eles o câncer. O tabagismo também pode levar à infertilidade, já que o fumo, nas
mulheres, reduz a probabilidade de gravidez. A nicotina e outras toxinas do cigarro influem na capacidade das células do ovário produzirem o estrogênio, e as demais proteínas que modulam o
desenvolvimento do óvulo. Nos homens, a nicotina reduz a produção de espermatozóides e para normalizar essa produção é necessário um período de pelo menos três meses sem fumar. R.C..Giglia e colaboradores, obstetras da Universidade de Perth, na Austrália acompanharam grávidas durante a gestação verificando a influência do fumo no aleitamento materno. As grávidas foram acompanhadas durante toda a gestação de 52 semanas, solicitando que parassem de fumar durante a gravidez. Eram entrevistas pessoais, com a respostas de questionários, com seguimento de entrevistas pelo telefone na 4, 10, 16, 22, 32, 40 e 52 semanas. Um total de 587 de grávidas participaram, 296 (39%) fumavam antes de engravidar, e 77 (34%) pararam de fumar nesse período. As grávidas de primeira vez tem 2 vezes mais disposição de pararem de fumar que as mulheres que já tiveram gravidezes anteriores. Aquelas que fumam mais de 10 cigarros por dia, são mais difíceis de deixar de fumar na gravidez (p<0,05). As grávidas que já consumiam álcool antes de engravidar tem 3 vezes mais disposição de deixar de fumar durante a gravidez. Deixar de fumar durante a gravidez esta significativamente associado com um aleitamento materno maior do 6 meses. Uma freqüência quase 4 vezes maior disso acontecer do que nas mulheres que continuam fumando. Essas obstetras recomendam que se intensifique as campanhas do abandono do vício de fumar durante a gravidez, quando as mulheres estão mais sensibilizadas em proteger os seus filhos.
Fonte: BMC Public Health. 2006 Jul 26;6(1):195

 

 

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