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Ortopedia
Fratura de fêmur e levantar precoce
A pergunta é: existe uma relação entre o repouso restrito ao leito, e a evolução posterior e funcional em pacientes internados por fratura de fêmur? Ou dito de outra forma será que a demora para levantar do leito depois da cirurgia não é danosa para o paciente? Albert L. Siu e colaboradores, ortopedistas e geriatras da Faculdade de
Medicina Mount Sinai de New York, e 4 hospitais de Nova York fizeram um estudo prospectivo que incluiram 532 pacientes com idades igual ou
superior a 50 anos, tratados cirurgicamente após fratura de fêmur. Informações foram colhidas em visitas hospitalares, registros em prontuários médicos e entrevistas. Dias de imobilização foram
definidos como dias até que o paciente saísse do leito para uma cadeira. Através do acompanhamento, obteve-se informação sobre a função (utilizando-se um questionário. Medida de Independência Funcional, em que os pacientes respondem sobre a facilidade de locomover, e fazer as atividades do dia-a-dia) após dois e seis meses, também procurou-se verificar quantos pacientes estavam vivos depois de seis meses de
cirurgia. Pacientes portadores de fratura de fêmur apresentaram em média, imobilização por 5,2 dias. Os pacientes que ficaram menos tempo na cama
que a média comparados a pacientes com maior duração de imobilização que a média apresentaram menor mortalidade em seis meses
(-5,4%; IC (intervalo de confiança 95%) variando de -10,9% a -1,0%; e melhor escore de Medida de Independência Funcional para locomoção (0,99
ponto; IC 95%= variando de 0,3 ? 1,7 pontos, com valores superiores indicando melhor função), porém não houve diferença significativa quanto à locomoção em geral dos dois grupos após seis meses da cirurgia (0,58 ponto; IC 95% = variando de -0,3 ? 1,4 pontos). A associação negativa foi maior se a imobilização já era significativa em pacientes que utilizaram-se de assistência pessoal ou locomoção supervisionada antes de operar.
Portanto, os pesquisadores concluíram que, em pacientes portadores de fratura de quadril, que tem retardo à deambulação associa-se à pior
evolução funcional em dois meses, e pior sobrevida em seis meses.
Fonte: Arch Intern Med. 2006 Apr 10;166(7):766-71

 

 

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