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Descobrir o Aneurisma Cerebral
O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal, que se desenvolve na parede das principais artérias da circulação sangüínea cerebral. Com grande índice de mortalidade, a doença afeta 6% da população mundial, sendo que 60% dos pacientes morrem na hemorragia, e dos 40% que sobrevivem, metade ficam com seqüelas graves. A melhor forma de prevenção é o diagnóstico
precoce, descobrir a existência desse aneurisma de preferência antes de um sangramento. Se pessoa já teve alguém na família com esse
diagnóstico, deve fazer exames, mesmo sem sentir nada e com maior reação se sentem dores de cabeça ou enxaqueca. São raros os casos em que um aneurisma é descoberto antes do rompimento.
Para confirmar o diagnóstico, são necessários exames como a tomografia computadorizada e a angiografia cerebral. Muitas pessoas que têm dor de cabeça freqüente, acabam fazendo o exame
e descobrem a doença. Neste caso, a chance de cura é infinitamente maior. Pacientes com história familiar de aneurisma cerebral também devem
consultar um especialista na tentativa de um diagnóstico. Forte e repentina dor de cabeça, enjôos, vômitos, perda de consciência e
desmaios, são alguns dos sinais mais freqüentes do rompimento de um aneurisma. Em razão da gravidade da hemorragia cerebral provocada
pela ruptura do aneurisma, o tratamento deve ser realizado imediatamente, procurando um pronto socorro imediatamente. Existem duas formas de
tratamento: a cirurgia convencional, que consiste na abertura do crânio e a colocação de clipe metálico na base do aneurisma; e a embolização
endovascular, que não necessita da abertura do crânio e pode ser realizada com sedação. Na fase aguda, a cirurgia convencional provoca piora neurológica em aproximadamente 20% dos casos, em razão da oclusão temporária das artérias e pela retração do cérebro durante o ato operatório. A embolização endovascular consiste na introdução
de um cateter pela virilha do paciente, contendo pequenas estruturas maleáveis feitas de platina, são chamadas de molas ou espirais. Esse
cateter percorre o corpo humano até chegar ao aneurisma cerebral. As molas são colocadas dentro da dilatação, até preencher todo o seu espaço.
A embolização reduz as possibilidades de complicações graves no tratamento do aneurisma, demora menos de 2 horas e o paciente volta às atividades normais em uma semana. Apesar de todos os benefícios, a técnica é pouco utilizada no Brasil. O risco do tratamento endovascular é bem menor do que o da cirurgia convencional. Ainda assim, no Brasil menos de 10% da população com
aneurisma é embolizada. Nos países desenvolvidos, 80% dos casos são tratados através da técnica endovascular. M.M.Taha e colaboradores, da Universidade de Zagazig, Egito comparam os dois métodos de tratar o aneurisma cerebral, pela climpagem e microembolização tratados entre 2001 a 2004, numa análise
retrospectiva. Eram 133 pacientes que tinham 168 aneurismas cerebrais, 95 (71,4%) eram mulheres 38 (28,6%) homens; idade média 60,2 anos.
Hipertensão era o fator de risco mais presente (29,6%); a média do tamanho do aneurisma era de 7,21 mm. Os pacientes foram divididos em
dois grupos: 53 que os exames mostraram que o aneurisma já havia rompido, e os outros 80 o aneurisma estava intacto, porém de vários
tamanhos. Nos resultados finais as complicações, em ambos os grupos eram com microembolização 8,4% vs 19,35% com a climpagem. Mas no
seguimento final pela angiografia a climpagem dava 81,4% de bons resultados vs 57,5% microembolização. Os autores concluem que no grupo A a cirurgia endovascular deu excelentes resultados 62% vs 44% do grupo da climpagem e no grupo B os resultados foram 93% vs 81%, respectivamente.
Fonte: Surg Neurol. 2006 Sep;66(3):277-84

 

 

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