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Psicologia
Reconstrução mamária
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais comumente diagnosticada entre as mulheres, nos EUA. Também é importante causa de mortalidade. Estima-se que por volta dos 40 anos, uma em cada 250 mulheres terão diagnóstico de câncer de mama; enquanto aos 60 anos de idade, esse número chega a uma em cada 35 mulheres. O tratamento do câncer de mama envolve procedimentos cirúrgicos, associados a terapias auxiliares (como a radioterapia e a quimioterapia). Mas atualmente mesmo com cirurgias menos agressivas, devido ao impacto psicológico a paciente já é submetida à reconstrução mamária no mesmo ato cirúrgico. Apesar de que nos últimos anos tem aumentado a reconstrução mamária, ainda assim a reconstrução continua sendo um procedimento sub-utilizado na abordagem das pacientes com câncer de mama. Existem dois tipos de procedimento de reconstrução: 1) Implantes: de volume fixo ou expansível; 2) Reconstrução com tecido autólogo; Muitas mulheres preferem a reconstrução com tecido autólogo, devido às controvérsias a respeito do implante de próteses de silicone. Com o desenvolvimento e aprimoramento das técnicas de retalhos miocutâneos de transplante microcirúrgico de tecidos, os resultados da reconstrução com tecido autólogo melhoraram bastante. Os retalhos são formados mantendo-se um pedículo contendo vasos, que vão nutrir o tecido transplantado. Esses procedimentos levam a resultados mais naturais,
quanto à aparência e ao toque, sendo bem adequados em casos de mamas contralaterais grandes e comptose (queda da mama devido ao peso). O procedimento mais comumente realizado é o retalho miocutâneo transverso abdominal (TRAM). Geralmente, as pacientes optam por esse método porque, além de seus efeitos construtores da mama, favorece um melhor contorno do abdome. Quando unilateral, fornece resultados estéticos superiores, sendo capaz de garantir uma mama mais macia, semelhante a contralateral. Assim como os outros procedimentos de reconstrução, o retalho TRAM requer um segundo procedimento, para reconstrução do mamilo/aréola. No entanto, o procedimento inicial pode ser realizado no mesmo tempo operatório que a mastectomia. Embora o retalho TRAM seja considerado um procedimento seguro e confiável, as pacientes devem ser selecionadas adequadamente, para reduzir o risco de complicações. Obesidade, tabagismo, radioterapia prévia e outras comorbidades são fatores que aumentam o risco de complicações. A reconstrução com implante de prótese pode ser realizada em um único tempo cirúrgico, especialmente em mulheres com mamas pequenas e arredondadas, com queda ausente ou mínima. Nesses casos, a reconstrução é realizada imediatamente após a mastectomia. O implante definitivo é colocado após um período que varia entre três e seis meses. Devido à ocorrência de complicações associadas à radioterapia adjuvante, nas mulheres com prótese mamária, recomenda-se que o procedimento de reconstrução seja realizado após o tratamento radioterápico. Reconstrução do mamilo/aréola é o último procedimento realizado, podendo ser realizado a qualquer momento. A simetria entre as duas mamas deve ser satisfatória antes da reconstrução do mamilo, e a mulher deve-se mostrar satisfeita com os resultados. J.Sheehan e colaboradores, psicólogos que trabalham no departamento de Cancerologia da Universidade de Macquarie, na Austrália avaliaram 123 mulheres que fizeram mastectomia, foram submetidas a um questionário sobre como estavam se sentido após a cirurgia de reconstrução feita de imediato ou depois de algum tempo. A maioria 65 (52,8%), não se arrependeu de fazer a reconstrução, 27,6% tiveram uma dúvida sobre a decisão; 19,5% tiveram um arrependimento que variou de moderado a um grave arrendimento. As mulheres com alguma dose de arrependimento tinham uma informação precária sobre a reconstrução ou tinham depressão, ansiedade ou stress.
Fonte: Psychooncology. 2006 Jul 27

 

 

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