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Ortopedia
Deformidades do tórax
As mães observam seus filhos homens com um afundamento no peito que os médico Cham de
Pectus Excavatum, mas é conhecido entre os leigos como ?peito de sapateiro?, ?peito escavado?. As meninas tem muito raramente essa deformidade. Não causa nenhum sintoma clínico, mas se a deformidade for profunda causa traumas emocionais e psicológicos para os jovens. Essa é uma deformidade congênita (portanto de nascença e se observa em várias famílias), que traz uma depressão do esterno (osso da frente do tórax); e cartilagens costais inferiores. A teoria mais aceita contemporâneamente utilizada, inclusive como base para o tratamento cirúrgico é de que seria crescimento exagerado das cartilagens costais que empurraria o esterno para trás, deprimindo-o. Permanece inexplicável o mecanismo deste crescimento. Surgem 1em cada 300-400 nascimentos, sendo rara a sua ocorrência em negros. História familiar da deformidade torácica ocorre de 23% a 41%. Há predominância absoluta do sexo masculino para o feminino, 4 a 9 para 1.
Essa deformidade vem em associação com várias doenças congênitas tem sido relatadas: Cardiopatias Congênitas, Síndrome de Marfan, Paralisia Cerebral, Esclerose Tuberosa, Costela Cervical Bilateral, Hérnia Diafragmática Congênita, Neurofibromatose, Fenda Palatina, Agenesia Pulmonar, Enfizema Lobar Congênito. O defeito é freqüentemente percebido ao nascimento (86%), sendo sua evolução variável. Em alguns casos a deformidade discreta pode se acentuar na puberdade. Os pacientes, na maioria das vezes, são assintomáticos. Por volta da adolescência podem se queixar de dor retroesternal, dispnéia e palpitações de difícil diferenciação com sintomas puramente emocionais. Em 85% dos pacientes tem sintomas de ordem psicológica relacionados a deformidade torácica. São arredios, introvertidos, eventualmente com complexo de inferioridade, afastados do convívio social e de atividades físicas, em que possam expor o tórax. Alguns pacientes, com protusões costais inferiores, relatam não poder deitar de bruços, especialmente as do sexo feminino ao tomar banho de sol. Fadigabilidade fácil, protusão abdominal e má postura com protusão dos ombros, para diante e cifose são de ocorrência comum. H.A.Creswick genéticistas do Hospital Infantil de Norfolk, Virgínia estudaram várias gerações de 34 famílias. Os autores acreditam que existe uma falha no tecido conetivo, dessas crianças tendo sinais do Marfan e da síndrome de Ehlers Danlos que deixam articulações, músculos e ligamentos, ossos com várias alterações em que ficam moles e com hipermobilidade.
Fonte: J Pediatr Surg. 2006 Oct;41(10):1699-703

 

 

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